Defesa termina de expor argumentos em processo de Guantánamo

Por Jane Sutton BASE NAVAL DOS EUA NA BAÍA DE GUANTÁNAMO, Cuba (Reuters) -Advogados militares terminaram na sexta-feira de apresentarseus argumentos em defesa do motorista de Osama bin Laden, noprimeiro julgamento das cortes de crime de guerra criadas nabase naval norte-americana da baía de Guantánamo (Cuba). A acusação e a defesa, no entanto, ainda podem convocartestemunhas para rebater pontos específicos antes de os seisjuízes militares encarregados do caso iniciarem as deliberaçõessobre a sentença do prisioneiro iemenita Salim Hamdan, quereconhece ter trabalhado como motorista de Bin Laden noAfeganistão, mas nega haver ingressado na Al Qaeda ou haverparticipado de atentados.Os advogados de Hamdan concluíram seu trabalho apresentandodepoimentos por escrito de Khalid Sheikh Mohammed, acusado deter planejado os ataques de 11 de Setembro, e de um outroacusado de envolvimento naquela ação. O conteúdo dos depoimentos não foi divulgado. No entanto,segundo um advogado de defesa, ambos disseram que Hamdan estavaencarregado de trocar pneus e filtros de óleo, mas não deplanejar ou executar missões. O réu pode ser condenado à prisão perpétua se forconsiderado culpado das acusações de conspiração para praticaratos terroristas e de fornecimento de material para a práticade atos terroristas. O atual governo norte-americano argumenta que, mesmo nocaso de Handam ser absolvido, pode continuar a mantê-lo sobcustódia até o fim da "guerra contra o terrorismo", pois setrataria de um "combatente inimigo". O réu é o primeiro detento a ser julgado pelos tribunaisespeciais criados pelo presidente dos EUA, George W. Bush, afim de processar, fora das cortes civis e militares comuns, osestrangeiros acusados de terrorismo. O governo norte-americano acusa Handam de haver agido comoguarda-costas de Bin Laden e de estar com dois mísseis em seucarro quando de sua captura, no Afeganistão.

REUTERS

01 de agosto de 2008 | 12h46

Tudo o que sabemos sobre:
EUAGUANTANAMOJULGAMENTO

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.