Democratas Biden e Dodd desistem da disputa pela Casa Branca

Quinto e sexto colocados eram considerados os mais experientes, cada um com mais de 25 anos no Congresso

REUTERS

04 de janeiro de 2008 | 08h48

Os senadores Joe Biden e Chris Dodd abandonaram na quinta-feira, 3, a disputa pela indicação presidencial do Partido Democrata para as eleições nos EUA deste ano, depois de aparecerem em quinto e sexto lugares na prévia do Estado de Iowa.   Veja também: Obama e Huckabee saem na frente Pré-candidatos rumam a New Hampshire Patrícia: o príncipe e a desolação branca Cobertura completa das eleições nos EUA Entenda como funcionam as prévias de Iowa  Conheça os pré-candidatos Biden, de Delaware, e Dodd, de Connecticut, eram provavelmente os pré-candidatos democratas mais experientes, tendo, cada um, estado no Congresso por mais de 25 anos e presidido importantes comissões. Mas ambos não conseguiram subir na preferência do eleitorado, com pesquisas indicando que os norte-americanos buscam mudanças. "Os democratas enviaram uma mensagem clara que este partido está unido na crença de que nossa nação precisa de mudança para recuperar nossa segurança, nossa classe média e tudo aquilo que faz deste país grandioso", afirmou Dodd, 63, a simpatizantes. Bidden, 65, havia declarado anteriormente que pretendia ficar na disputa pelo menos até o final do mês, porém, após os resultados de Iowa, desistiu.   Para Jim McCormick, diretor do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Iowa State, as margens finais de votos de cada um dos três primeiros democratas - Obama, Hillary e Edwards - vão determinar o tamanho do impulso. "Havia uma enorme expectativa para a vitória de Obama, se ele ganhasse por pequena margem, poderia ser um anticlímax", disse McCormick. Se Hillary ficasse em terceiro, atrás de Obama e Edwards, seria um duro golpe. "E se Edwards ficasse em terceiro, ele estaria fora da corrida."   As primárias de Iowa, que marcam o início do processo eleitoral americano, são consideradas chave para a nomeação de um candidato porque dão impulso aos vencedores. O resultado serve também como termômetro para que candidatos que estão atrás nas pesquisas desistam e passem a apoiar outro concorrente. Em poucos Estados, porém, a escolha é tão complicada quanto o caucus de Iowa.   (Com Patrícia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo)  

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