Democratas consideram revisar projeto para aprovar reforma

Vitória de republicano para vaga no Senado complica planos de Obama para reforma do sistema de saúde

Associated Press,

21 de janeiro de 2010 | 11h28

O presidente dos EUA, Barack Obama, e seus aliados no Congresso disseram na quarta-feira, 20, que devem tentar retomar espaço para realizar a reforma no sistema de saúde apesar da derrota dos democratas por um lugar no Senado.

 

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Um projeto simples e menos ambicioso surgiu como alternativa com a vitória do senador republicano Scott Brown para o lugar do finado Ted Kennedy, o que foi crucial para que os democratas perdessem um dos 60 votos mínimos para fazer passar por aprovação a principal prioridade doméstica de Obama.

 

Segundo os democratas, nenhuma decisão foi tomada, mas o novo projeto já considerado. Limitar a possibilidade das companhias de seguro de se negar a cobrir os planos de saúde de pessoas com problemas medicinais, permitir que jovens estejam inclusos nos contratos de seus pais, ajudar pequenos negócios e pessoas de baixa renda a pagar por planos melhores e outras medidas, porém ainda devem estar inclusas na reforma.

 

Segundo o presidente, o resultado da votação no Senado não minará seu interesse em passar a reforma. "Eu poderia ter dito que faríamos apenas o que é seguro, que faríamos apenas o que não seria controverso", disse Obama em entrevista ao canal ABC. "O problema é que as coisas que não são controversas acabam sendo as coisas que não resolverão o problema", completou.

 

Obama pediu aos democratas que tentem forçar a reforma a passar no Senado, mas que revisem o que ele chamou de "os elementos no quais as pessoas concordam".

 

Os democratas estão trabalhando para descobrir a maneira mais fácil e rápida de aprovar a reforma de Obama. Os líderes do partido disseram que estão se aproximando de liberais e moderados para conseguir apoio ao projeto, mas a reação inicial não dos republicanos não foi positiva.

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