Democratas criticam planos de Bush para Iraque e Afeganistão

O plano do presidente dos EstadosUnidos, George W. Bush, sobre manter no Iraque a maior partedos soldados norte-americanos estacionados ali e enviar algunsmilhares mais para o Afeganistão foi criticado pelos democratasna terça-feira. À frente das críticas, destacava-se a voz do candidato doPartido Democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, paraquem a manobra não seria suficiente para enfrentar a violênciacrescente no território afegão. Bush, que trava uma guerra impopular no Iraque, disse que adramática queda nos níveis de violência verificada noterritório iraquiano permitiria aos EUA enviar soldados aoAfeganistão, onde reconheceu haver "imensos desafios" a seremenfrentados. O presidente anunciou que cerca de 8.000 tropas de combatee de apoio regressariam do Iraque até fevereiro de 2009enquanto um novo batalhão de fuzileiros e uma brigada decombate do Exército seriam enviados ao Afeganistão até janeiroa fim de responder aos militantes islâmicos que intensificaramsuas atividades ali. "Apesar de todo o bom trabalho que realizamos naquele país,está claro hoje que precisamos nos esforçar mais", afirmou Bushna Universidade Nacional de Defesa. "Conforme aprendemos noIraque, a melhor forma de restabelecer a confiança da populaçãoé retomar a segurança básica -- e isso exige mais soldados." No entanto, qualquer mudança de grande escala na forma comoos EUA distribuem suas forças entre os dois países caberá aosucessor de Bush decidir -- ou o republicano John McCain ouObama. Bush deixará o cargo em janeiro, depois da eleição de 4de novembro. Obama, que prometeu retirar os soldados norte-americanos doIraque nos primeiros 16 meses de seu mandato, disse que osplanos do presidente atual demorariam demais para levar maismilitares ao Afeganistão, país que divide uma ampla fronteiracom o Paquistão. Autoridades dos EUA acreditam que o chefe daAl Qaeda, Osama bin Laden, está escondido nessa área defronteira. "O plano dele não será suficiente -- o número de soldadosserá insuficiente, os recursos serão insuficientes e o prazoserá longo demais", afirmou o candidato a repórteres em Ohio,um Estado que promete ser duramente disputado entre os doispresidenciáveis. "Eu terei uma estratégia ampla para concluir nossa missãono Afeganistão -- com mais soldados, mais treinamento para asforças afegãs e um foco maior na eliminação dos redutos doTaliban e da Al Qaeda ao longo da fronteira paquistanesa",acrescentou o democrata. McCain dá apoio a Bush quando se trata de recusar aestipulação de um cronograma de retirada do Iraque. Para opresidente, o regresso dos soldados norte-americanos dependeriadas condições verificadas na zona de guerra. Mas McCain quer umaumento das forças estacionadas no Afeganistão. Os candidatos à Presidência encontram-se estatisticamenteempatados na corrida pela Casa Branca. A economia dos EUA e asduas guerras são os assuntos que mais preocupam os eleitores. O governo norte-americano mantém 146 mil soldados no Iraquee 33 mil no Afeganistão. (Reportagem adicional de Matt Spetalnick em Washington eDeborah Charles em Ohio)

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