Democratas pressionam superdelegados para decidir indicação

Líderes do partido usam influência e dizem que podem interferir na disputa entre Hillary e Obama

The New York Times,

29 de maio de 2008 | 20h52

Na esperança de terminar a luta pela indicação presidencial democrata, os líderes do partido intensificam seus esforços para pressionar os superdelegados que ainda não declararam seu apoio a Hillary Clinton ou Barack Obama para tornarem pública suas escolhas na próxima semana.   Veja também: Diante de críticas, Obama diz considerar visita ao Iraque Ricky Martin apóia Hillary como candidata presidencial Obama espera obter indicação democrata na próxima semana Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Acompanhe a disputa entre os pré-candidatos    Em entrevista a uma rádio de São Francisco nesta quinta-feira, 29, o senador por Nevada Harry Reid, um dos líderes da legenda, disse que havia falado com a presidenta Nancy Pelosi mais cedo, e que tinham concordado em tomar algumas medidas para evitar que a disputa se estenda até a convenção democrata em agosto.   Os comentários de Reid aparecem após Nancy dizer que ela poderá interferir na corrida pela indicação caso ela não termine até o fim de junho. Tanto Nancy quanto Reid haviam permanecido neutros na disputa. Mas, com as últimas etapas do processo de primárias marcadas para terça-feira, os dois altos líderes do partido Democrata estão exercendo sua influência diante dos quase 200 membros do Congresso e elite da legenda.   Oficiais do partido indicaram que os dois democratas vêm pressionando os superdelegados para uma resolução. Na Califórnia, Reid também afirmou que a indicação poderá será anunciada na quarta-feira. Ele revelou que um número suficiente de superdelegados está se preparando para declarar apoio a Obama após o fim do pleito de terça.   Flórida e Michigan   Tanto Reid quanto Nancy disseram que aceitarão que os delegados de Michigan e Flórida tenham voz na convenção de agosto. Antes, os líderes congressistas haviam dito que a disputa pela indicação seria boa para o partido, trazendo atenção às campanhas e envolvendo novos eleitores. Agora, porém, as opiniões mudaram. "Não podemos levar essa luta para a convenção", destaca Nancy.

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