Densidade populacional de NY complica esforços para rastrear caso de Ebola

Após um médico de Nova York ter testado positivo para Ebola, voltando de uma viagem onde foi voluntário na África, representantes do setor de saúde enfrentam o desafio de decidir o quão ampla seria sua possível rede de contatos na maior e mais densa cidade dos Estados Unidos.

JONATHAN ALLEN E JULIE STEENHUYSEN, REUTERS

24 de outubro de 2014 | 10h35

O dr. Craig Spencer, um médico atuando com casos de emergência que estava trabalhando com a organização Médicos Sem Fronteiras na Guiné, país que tem sofrido com o surto de Ebola, retornou à cidade na sexta-feira passada.

Depois disso, segundo as autoridades, ele visitou um parque, fez uma refeição em um restaurante, visitou um boliche no Brooklyn, andou de metrô pelo menos três vezes e fez uma corrida de quase cinco quilômetros.

Uma funcionária do setor saúde de Nova York envolvida no caso disse à Reuters que o foco será encontrar as pessoas com as quais Spencer teve contato próximo.

A dra. Mary Travis Bassett, comissária de saúde da cidade, disse em uma coletiva de imprensa que Spencer só teve contato próximo com dois amigos e com a noiva, e todos parecem estar bem, mas foram colocados em quarentena.

Autoridades contataram um motorista de táxi que transportou Spencer na quarta-feira, mas não consideram que ele esteja sob risco.

As autoridades não assumirão a quase impossível tarefa de identificar cada um dos passageiros que andaram nos mesmos trens que Spencer, porque a chance de eles terem contraído Ebola é “quase provavelmente zero”, disse ela.

O pior surto de Ebola já registrado matou pelo menos 4.877 pessoas no oeste da África desde março, e há apenas um pequeno número de infecções fora do continente. O primeiro paciente diagnosticado em solo norte-americano, um viajante liberiano chamado Thomas Duncan, chegou no fim de setembro e morreu em 8 de outubro. Duas das enfermeiras que o atenderam também adoeceram.

Após esse caso, hospitais dos EUA têm estado em alerta máximo, com dezenas de casos suspeitos avaliados. Spencer foi o primeiro caso confirmado em Nova York.

A cidade seguirá as orientações dadas pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA, segundo o qual o Ebola é transmitido pelo contato com fluídos corporais, como vômito ou suor, de uma pessoa com a doença.

A ONG Médicos Sem Fronteiras disse ter orientações de conduta para voluntários que voltam de missões, incluindo o automonitoramento constante por sinais de doença.

Tudo o que sabemos sobre:
EUANYEBOLAESFORCOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.