Depois de conflito, Obama muda discurso no Congresso para dia 8

O presidente norte-americano, Barack Obama, concordou na quarta-feira à noite em divulgar as novas propostas para emprego em um pronunciamento no Congresso em 8 de setembro, cedendo à pressão dos republicanos, que se opuseram à data original estabelecida para seu importante discurso.

JEFF MASON E THOMAS FERRARO, REUTERS

01 Setembro 2011 | 08h20

As muito aguardadas propostas de Obama poderão estabelecer a agenda em Washington para os próximos meses, mas a data que o presidente preferia, de 7 de setembro, tinha um desagradável ar de cunho político para o partido da oposição: os candidatos republicanos à Presidência estavam programados para realizar um debate presidencial na mesma noite, na mesma hora.

Portanto, iniciou-se uma nova rodada de conflitos entre o presidente democrata e os republicanos no Congresso.

A Casa Branca disse que a data prevista para o debate republicano e o discurso de Obama -- anunciada em uma carta aos líderes do Congresso -- havia sido uma coincidência.

Mas o porta-voz republicano na Câmara dos Deputados John Boehner pediu que Obama realizasse seu discurso na quinta-feira ao invés de quarta-feira, e a Casa Branca concordou.

Em carta a líderes parlamentares na quarta, Obama disse que "conforme viajava pelo país neste verão (boreal) e falava com nossos compatriotas norte-americanos, ouvi uma mensagem consistente: Washington precisa deixar de lado a política e começar a tomar decisões baseadas no que é melhor para o país, e não no que é melhor para cada um dos nossos partidos, a fim de que a economia cresça e empregos sejam criados".

"É nossa responsabilidade encontrar soluções bipartidárias para ajudar nossa economia a crescer, e, se estamos dispostos a colocar o país à frente dos partidos, estou confiante de que poderemos fazer justamente isso", afirmou Obama na carta.

As suas propostas, afirmou, incluirão medidas que o Congresso poderá aprovar imediatamente para fortalecer as pequenas empresas e "colocar mais dinheiro nos contracheques da classe média e dos norte-americanos trabalhadores", ao mesmo tempo em que reduziriam o déficit.

As medidas devem incluir programas para financiar obras de infraestrutura, para ajudar mutuários em dificuldades, e benefícios tributários para estimular contratações de empregados.

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