Desaparecidos em queda de ponte nos EUA caem para oito

Bombeiros confirmam quinta vítima fatal; saldo de mortos deve ser menor do que desastre poderia produzir

Henry C. Jackson, da Associated Press,

03 de agosto de 2007 | 13h32

As autoridades que procuram pelas vítimas do desabamento de uma ponte na cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos, reduziram para oito no número de pessoas que se acredita estarem desaparecidas. A informação, divulgada nesta sexta-feira, 3, é bastante distinta da divulgada na quinta-feira, 2, quando os relatos eram de 20 a 30 desaparecidos.   Veja Também Assista a imagens da ponte desabando Confirmadas cinco mortes em queda de ponte Resgaste suspende buscas por sobreviventesColapso da ponte começa a ser investigado   O xerife responsável pela área, Rich Stanek, explicou que a diminuição no número de deve-se ao fato de que os familiares dos desaparecidos encontraram seus entes nos hospitais.   Até o momento, cinco vítimas fatais foram confirmadas no desastre, que aconteceu na hora do rush vespertino de quarta-feira, 1. Outras 79 ficaram feridas no acidente. A ponte sobre o Rio Mississippi caiu de uma altura de 18 metros (equivalente a um prédio de 6 andares), lançando dezenas de carros dentro do leito.   Na quinta-feira, soldados do corpo de bombeiros resgataram o corpo da quinta vítima fatal, o motorista de um caminhão que pegou fogo logo após o desabamento.   Mais corpos podem ter sido arrastado pelas fortes correntes do rio, que nesta sexta estavam "ainda mais traiçoeiras" do que no dia anterior, admitiu o xerife Rich Stanek. Ainda assim, o saldo de mortos deve ser bem menor do que um acidente destas proporções poderia produzir.   De acordo autoridades citadas por reportagem do Washington Post, nenhum dos corpos foram retirados de veículos submersos. Isso pode significar que pode haver outras vítimas dentro dos carros.   Ainda segundo o Post, nos últimos 17 anos, autoridades estaduais classificaram a estrutura de metal e concreto como "deficiente". A ponte é a mais movimentada ponte do Estado de Minnesota.   Ainda assim, destaca o diário, outras 77 mil pontes dos Estados Unidos recebem a mesma classificação, e, de acordo com as últimas inspeções na estrutura, nada indicava que a ponte de 40 anos teria risco de desabar.   As condições de trabalho das equipes de resgate são as mais difíceis possíveis nesta sexta-feira, informaram autoridades. Treze áreas na parte mais alta do rio estão sendo verificadas. Por razões de segurança, os mergulhadores têm que trabalhar em duplas, com dois na água e dois em um barco de apoio.   Por este motivo, os esforços para recuperar os corpos estavam extremamente lentos nesta sexta. Além da correnteza do rio ter aumentado, fortes ventos e os destroços dentro do leito tornam o trabalho das equipes de resgate altamente delicado.   "As condições dentro do rio estão ainda mais traiçoeiras", disse Stanek. Além dos destroços e das correntes imprevisíveis criadas por eles, há o risco de que mais pedaços de concreto caiam dos escombros.   "Os mergulhadores estão tomando cuidado extremo", afirmou o xerife. "Seremos lentos e metódicos durante as operações."

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