Destroços de explosão em Nova York contêm amianto

Os destroços de uma antiga tubulação de vapor que explodiu no centro de Manhattan contêm amianto, afirmaram autoridades de Nova York na quinta-feira. As autoridades ressaltaram, porém, que não foram detectados indícios da perigosa substância na atmosfera. O amianto, antes bastante utilizado como isolante térmico, provoca várias doenças, mas em especial males pulmonares. Seis quarteirões da cidade continuavam isolados depois da explosão, responsável por chacoalhar prédios no final da tarde de quarta-feira e que obrigou as pessoas a fugirem em meio ao um cenário parecido com o dos ataques do 11 de setembro de 2001. A possibilidade de a explosão ter ligação com um atentado terrorista foi descartada pelas autoridades. Segundo elas, o incidente pode ter sido provocado pela entrada de água fria no duto. Uma pessoa morreu de ataque cardíaco e outras 20 ficaram feridas, algumas delas gravemente. Depois de explodir, a tubulação ficou expelindo, a uma altura de 36 metros, água marrom e vapor. "Os equipamentos que monitoram a qualidade do ar não detectaram traços de amianto na atmosfera. No entanto, várias das amostras de lama retiradas do local continham amianto", disse a empresa de energia Consolidated Edison, em um comunicado. A explosão abriu uma cratera de 6 metros de largura na esquina da Lexington com a 41st Street, uma das áreas mais movimentadas da cidade de Nova York. O cenário da explosão trouxe à mente das pessoas a imagem das Torres Gêmeas do Word Trade Center caindo em meio a grandes nuvens de destroços, no dia 11 de setembro de 2001. O jornal New York Post escreveu em sua manchete de primeira página: "Vulcão no Centro da Cidade". A antiga tubulação, com 60 centímetros de diâmetro, foi instalada debaixo da Lexington em 1924 e transportava vapor para vários usos industriais.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.