Diferenças de classes sociais nos EUA são "insustentáveis", diz estudo de Harvard

A crescente diferença dos mais ricos dos Estados Unidos para a classe média e as classes mais baixas é “insustentável”, embora não haja perspectivas de que irá melhorar logo, de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira pela Escola de Negócios de Harvard. 

REUTERS

08 de setembro de 2014 | 10h06

O estudo, intitulado “Uma economia que faz a metade do trabalho”, disse que companhias norte-americanas -particularmente as grandes- estavam mostrando sinais de recuperação de competitividade no cenário mundial desde a crise financeira, mas acrescentou que os trabalhadores provavelmente teriam que continuar a exigir melhores pagamentos e benefícios. 

“Argumentamos que tal divergência é insustentável”, disse o relatório, baseado em uma pesquisa de 1.947 ex-alunos de Harvard em todo o mundo, e que apontou para problemas do sistema de educação dos Estados Unidos, da infraestrutura de transporte e da eficiência do sistema político. 

Cerca de 47 por cento dos entrevistados na pesquisa disseram que, nos próximos três anos, esperam que as empresas dos EUA sejam tanto menos competitivas internacionalmente quanto menos capazes de pagar maiores salários e benefícios, ante 33 por cento que pensavam o oposto. 

Os resultados marcaram uma melhora frente à pesquisa de 2012, que mostrou que 58 por cento dos entrevistados esperavam uma queda na competitividade dos EUA, segundo o relatório. 

Mas, segundo o estudo de Harvard, os entrevistados da pesquisa de 2014 “tinham muito mais esperança sobre o sucesso competitivo futuro das empresas dos EUA do que sobre o pagamento futuro de trabalhadores dos EUA”. 

Harvard pediu para que os líderes corporativos ajudem a resolver as diferenças sociais na América ao ajudar a melhorar o sistema educacional primário do país, a realizar programas de treinamento de capacidades, a avançar a infraestrutura de transporte, entre outras coisas. 

(Por Richard Valdmanis)

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