Diplomata dos EUA vê caráter 'punitivo' em resolução contra Irã

O subsecretário norte-americano deEstado Nicholas Burns disse na quinta-feira que a novaresolução da ONU contra o programa nuclear do Irã, já aceitapelas principais potências, terá medidas punitivas -- aocontrário do que diz a Rússia. "Esta resolução será punitiva. Vi alguns comentários deMoscou ontem dizendo que não será punitiva. Não é correto. Éuma resolução punitiva", disse Burns a jornalistas durantevisita a Israel, mas sem entrar em detalhes. O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse na quarta-feira queas medidas "não têm um duro caráter sancionador", o que sugeriaque ficaram de fora as restrições financeiras defendidas porWashington, especialmente contra bancos estatais iranianos. A proposta foi definida na terça-feira por seis grandespotências reunidas em Berlim. Burns disse que ela deve serapresentada formalmente ainda na quinta-feira ao Conselho deSegurança da Organização das Nações Unidas (ONU). "Esperamos um debate de várias semanas e então esperamos avotação bem-sucedida de uma terceira resolução contra o Irã",disse Burns, antes de discutir a estratégia em relação àRepública Islâmica numa reunião com autoridades israelenses. "Essas são sanções destinadas a pressionar o governoiraniano, fazê-lo saber que não tem futuro em continuar seuprograma de enriquecimento [de urânio]", disse o diplomata. O Ocidente suspeita que o Irã pretenda desenvolver armasnucleares e já conseguiu que a ONU aprovasse dois pacotes desanções, em dezembro de 2006 e março de 2007. Teerã diz quesuas atividades se destinam exclusivamente à geração de energiacom fins civis. Na quarta-feira, líderes iranianos prometeram manter seuprograma nuclear, mesmo que a ONU imponha mais sanções.

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