Diplomata Nicholas Burns, dos EUA, deve renunciar

O subsecretário de Estado dos EUApara Assuntos Políticos, Nicholas Burns, o terceiro maisimportante diplomata do país, deve deixar o cargo por motivosparticulares em um anúncio a ser realizado na sexta-feira,afirmou uma autoridade norte-americana. A secretária de Estado do país, Condoleezza Rice, quepretende divulgar a notícia oficialmente às 9h45 (12h45,horário de Brasília), deve recomendar que o embaixador dosEstados Unidos na Rússia, William Burns, assuma a vaga, disse aautoridade, que não quis ter sua identidade revelada. Nicholas Burns, um ex-embaixador dos EUA junto àOrganização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e ex-porta-vozdo Departamento de Estado, participou ativamente da negociaçãode um acordo nuclear de seu país com a Índia, acordo esse quedaria aos indianos, pela primeira vez em 30 anos, acesso acombustível e equipamentos atômicos norte-americanos. A autoridade dos EUA afirmou que Burns, que continuariaformalmente empregado pelo Departamento de Estado ao longo dospróximos meses, deve desempenhar algumas funções durante esseperíodo, incluindo comandar o processo de conclusão do acordocom a Índia -- o acordo ainda precisa, por exemplo, seraprovado pelo Congresso norte-americano. A Embaixada dos EUA em Moscou não quis se manifestar sobrea informação de que o chefe da representação regressaria aWashington. Como embaixador em Moscou, William Burns ajudou a comandaras relações entre os EUA e a Rússia em meio ao período maisconturbado delas desde o final da Guerra Fria. Apesar das declarações frequentemente hostis feitas porautoridades russas e dos profundos desentendimentos entre osdois países a respeito de um escudo antimíssil, de Kosovo e doIraque, Burns empenhou-se nos bastidores, sem despertar atençãoda opinião pública, por acalmar os ânimos e manter abertas aslinhas de comunicação entre Washington e Moscou. William Burns é um diplomata bastante experiente, tendotrabalhado como principal diplomata dos EUA no Oriente Médio noinício do atual governo do presidente George W. Bush e comoembaixador norte-americano na Jordânia. (Por Arshad Mohammed)

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