Diques do rio Mississippi estão no limite; Bush visitar região

Voluntários e membros deequipes de emergência reforçavam os diques do rio Mississippi,na quinta-feira, a fim de evitar a repetição de enchentes quejá provocaram bilhões de dólares em prejuízos e fizeramaumentar os temores sobre a inflação mundial dos alimentos. Quase 25 diques desse rio, uma hidrovia importante dos EUA,já transbordaram fazendo com que a água alagasse pequenascidades e milhares de hectares de terra fértil. Os preços dosgrãos e da carne dispararam em vista da possibilidade de haverfalta desses produtos. Jeff Steinkamp, engenheiro-chefe para a cidade de Quincy(Illinois), onde o Mississippi deve atingir um pico de 9,8metros na sexta-feira, disse que os vários dias de colocação desacos de areia haviam, até agora, se justificado. "Os diques estão aguentando até agora. Por enquanto, tudovai bem", afirmou. O desastre em marcha lenta, as piores enchentes a atingir oMeio-Oeste dos EUA em 15 anos, alagou grandes áreas do cinturãoagrícola norte-americano e obrigou dezenas de milhares depessoas a abandonarem suas casas. O custo do desastre pode acabar superando o das enchentesocorridas na mesma região em 1993 e que deixaram mais de 20bilhões de dólares em prejuízos e 48 mortes. Os alagamentosdeste mês provocaram algumas mortes, mas ainda não se sabeexatamente o montante dos danos. Aumentam as pressões políticas para que a área recebaajuda. O presidente do país, George W. Bush, viajará para Iowa naquinta-feira a fim de avaliar a situação em Cedar Rapids e emIowa City. Ali, Bush deve também se reunir com membros deequipes de emergência e autoridades estaduais e municipais. O candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA,John McCain, também deve visitar o Estado a fim de inspecionaros danos e a resposta das equipes de emergência. O adversário dele na eleição presidencial de novembro, odemocrata Barack Obama (que é senador pelo Illinois), esteve emQuincy no começo desta semana. Rio acima, em Dallas City, cerca de 50 membros de umaequipe de colocadores de sacos de areia formada por voluntáriose soldados da Guarda Nacional trabalharam durante a noite dequarta-feira. "As coisas melhoraram um pouco porque o rompimento dediques fez baixar um pouco o nível do rio. Mas ele está subindode novo. A coisa ainda não acabou", afirmou Kathy Dougherty, daAgência de Serviços de Emergência do condado de Hancock. Os Corpos de Engenheiros do Exército, que administram asbarragens dos rios norte-americanos, afirmaram que 22 diquesexistentes no Mississippi haviam cedido à força das águas nestasemana, incluindo 12 na quarta-feira. Segundo os engenheiros militares, 48 diques que protegemterras aráveis existentes entre Dubuque (Iowa) e St. Louis(Missouri) estavam deixando vazar água e corriam grandesriscos. A previsão de encolhimento da safra deixou nervosos osmercados de commodities e os produtores e exportadores dealimentos. A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) viu o preçodo milho atingir um recorde de 8,07 dólares o bushel. Durante40 anos, o milho foi vendido na CBOT dentro de uma margem de 2a 4 dólares o bushel. Por Nick Carey QUINCY, Estados Unidos, 19 de junho (Reuters) - Voluntáriose membros de equipes de emergência reforçavam os diques do rioMississippi, na quinta-feira, a fim de evitar a repetição deenchentes que já provocaram bilhões de dólares em prejuízos efizeram aumentar os temores sobre a inflação mundial dosalimentos. Quase 25 diques desse rio, uma hidrovia importante dos EUA,já transbordaram fazendo com que a água alagasse pequenascidades e milhares de hectares de terra fértil. Os preços dosgrãos e da carne dispararam em vista da possibilidade de haverfalta desses produtos. Jeff Steinkamp, engenheiro-chefe para a cidade de Quincy(Illinois), onde o Mississippi deve atingir um pico de 9,8metros na sexta-feira, disse que os vários dias de colocação desacos de areia haviam, até agora, se justificado. "Os diques estão aguentando até agora. Por enquanto, tudovai bem", afirmou. O desastre em marcha lenta, as piores enchentes a atingir oMeio-Oeste dos EUA em 15 anos, alagou grandes áreas do cinturãoagrícola norte-americano e obrigou dezenas de milhares depessoas a abandonarem suas casas. O custo do desastre pode acabar superando o das enchentesocorridas na mesma região em 1993 e que deixaram mais de 20bilhões de dólares em prejuízos e 48 mortes. Os alagamentosdeste mês provocaram algumas mortes, mas ainda não se sabeexatamente o montante dos danos. Aumentam as pressões políticas para que a área recebaajuda. O presidente do país, George W. Bush, viajará para Iowa naquinta-feira a fim de avaliar a situação em Cedar Rapids e emIowa City. Ali, Bush deve também se reunir com membros deequipes de emergência e autoridades estaduais e municipais. O candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA,John McCain, também deve visitar o Estado a fim de inspecionaros danos e a resposta das equipes de emergência. O adversário dele na eleição presidencial de novembro, odemocrata Barack Obama (que é senador pelo Illinois), esteve emQuincy no começo desta semana. Rio acima, em Dallas City, cerca de 50 membros de umaequipe de colocadores de sacos de areia formada por voluntáriose soldados da Guarda Nacional trabalharam durante a noite dequarta-feira. "As coisas melhoraram um pouco porque o rompimento dediques fez baixar um pouco o nível do rio. Mas ele está subindode novo. A coisa ainda não acabou", afirmou Kathy Dougherty, daAgência de Serviços de Emergência do condado de Hancock. Os Corpos de Engenheiros do Exército, que administram asbarragens dos rios norte-americanos, afirmaram que 22 diquesexistentes no Mississippi haviam cedido à força das águas nestasemana, incluindo 12 na quarta-feira. Segundo os engenheiros militares, 48 diques que protegemterras aráveis existentes entre Dubuque (Iowa) e St. Louis(Missouri) estavam deixando vazar água e corriam grandesriscos. A previsão de encolhimento da safra deixou nervosos osmercados de commodities e os produtores e exportadores dealimentos. A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) viu o preçodo milho atingir um recorde de 8,07 dólares o bushel. Durante40 anos, o milho foi vendido na CBOT dentro de uma margem de 2a 4 dólares o bushel.

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