Direitos Humanos lembram imigrantes ilegais mortos nos EUA

Nos últimos 12 meses, 237 estrangeiros morreram na fronteira com o México

Efe,

30 de outubro de 2007 | 01h35

Com cruzes de madeira branca, membros da Coalizão dos Direitos Humanos do Arizona, EUA, lembraram nesta segunda-feira, 29, os mais de 200 imigrantes ilegais mortos nos últimos 12 meses na fronteira com o estado de Sonora, México. "É uma maneira de manter viva a sua lembrança. Tenho certeza de que em cada uma destas cruzes vive um pouco o espírito de cada uma destas pessoas que morreu na sua tentativa de atravessar a fronteira", disse à agência Efe Kat Rodríguez, membro da coalizão. De acordo com estatísticas da coalizão, que luta a favor dos direitos dos imigrantes, desde 1 de outubro de 2006 até 30 de setembro de 2007 morreram 237 imigrantes ilegais na fronteira do Arizona. 40% dos mortos não foram identificados. No ano anterior, houve 205 mortes durante o mesmo período. Os dados se baseiam em informação dos escritórios do médico legista dos condados de Pima, Yuma e Cochise, na fronteira do Arizona. "Na verdade, estou surpresa. Nunca esperei que fossem tantas pessoas, e tantas identificadas apenas como 'desconhecido' ou 'desconhecida'", disse Iracela Guzmán, uma das voluntárias que este ano ajudou pela primeira vez.

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