Diretor do Serviço Secreto dos EUA pede desculpas por escândalo

Em sua primeira aparição pública desde que estourou o escândalo envolvendo prostitutas colombianas e seus funcionários, o diretor do Serviço Secreto norte-americano, Mark Sullivan, pediu desculpas nesta quarta-feira pela conduta imprópria. Parlamentares, no entanto, expressaram dúvidas de que aquele tenha sido um incidente isolado.

SUSAN CORNWELL E TABASSUM ZAKARIA, REUTERS

23 Maio 2012 | 16h39

Grisalho e com paletó e gravata listadas azuis, Sullivan foi ao Comitê de Segurança Interna do Senado e garantiu que o comportamento de uma dúzia de funcionários em Cartagena no mês passado não reflete a cultura da agência.

"Estou profundamente decepcionado e peço desculpas pela conduta imprópria desses funcionários e pelo transtorno que isso causou", afirmou Sullivan.

"Ao longo das últimas semanas, temos passado por um escrutínio intenso como resultado desse incidente. Não tem sido fácil ver a integridade da agência questionada", disse ele.

No maior escândalo a envolver a agência que protege o presidente, doze funcionários do Serviço Secreto foram acusados de conduta imprópria por levar mulheres (entre elas, prostitutas) aos quartos do hotel em que estavam na Colômbia, antes de uma viagem presidencial.

A senadora Susan Collins, a republicana mais sênior do comitê, disse que "o comportamento é moralmente repugnante". Ela e outros senadores afirmaram que é difícil acreditar que esse tipo de conduta tenha sido um incidente isolado.

Collins disse que não há desculpas para esse tipo de "descuido" e que os funcionários do Serviço Secreto tinham "voluntariamente se colocado como alvos em potencial" e poderiam ter sido drogados, sequestrados e chantageados.

Sullivan disse aos senadores que é "absurdo" acreditar que esse tipo de comportamento tenha sido tolerado de alguma forma pela agência.

Sullivan ouviu senador após senador manifestar sua preocupação com as ações de seus funcionários na Colômbia, incluindo o senador Joseph Lieberman, o presidente do comitê, que a classificou de "história sórdida".

"Essa reputação, uma ótima reputação, foi gravemente manchada no mês passado, quando 11 funcionários do Serviço Secreto promoveram uma noite de bebedeira em Cartagena, na Colômbia, que terminou com eles levando cidadãos estrangeiros, mulheres, aos seus quartos de hotel", disse Lieberman, político independente.

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