Diretor nega que CIA tenha mentido sobre uso de tortura

Panetta afirma que Congresso sabia de métodos; acusada de cumplicidade, democrata diz que foi enganada

Efe,

15 de maio de 2009 | 18h54

O diretor da CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos), Leon Panetta, negou nesta sexta-feira, 15, as acusações da presidente da Câmara de Representantes americana, Nancy Pelosi, de que o órgão mentiu para o Congresso do país em 2002 sobre o uso de tortura. Em um memorando dirigido aos funcionários da CIA, Panetta disse que a agência falou a verdade quando informou ao Congresso sobre os métodos utilizados nos interrogatórios contra supostos terroristas.

 

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"Somos uma agência de alta integridade, profissionalismo e dedicação. Não é nossa prática ou política enganar ao Congresso, isso vai contra nossas leis e valores", enfatizou Panetta, ex-chefe de gabinete durante a Presidência de Bill Clinton. De acordo com o diretor da CIA, o Congresso avaliará "todas as provas e chegará a suas próprias conclusões sobre o que ocorreu."

 

Segundo Panetta, a acusação de Pelosi elevou "os decibéis" do debate político sobre a utilidade dos métodos utilizados nos interrogatórios com supostos terroristas e pediu aos funcionários da CIA para que "ignorem o barulho" e se concentrem em suas missões.

 

"Nossa tarefa é dizer as coisas como são, mesmo se isso não é o que o povo quer ouvir. Continuem assim. Nossa segurança nacional depende disso", assegurou o diretor no memorando. Pelosi, do Partido Democrata, está envolvida em uma polêmica ligada ao seu nível de conhecimento sobre métodos de tortura utilizados em interrogatórios durante o Governo de George W. Bush.

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