Discreto, Bush começa a arrecadar dinheiro para McCain

Presidente americano deve participar de três eventos fechados para elevar verba do candidato republicano

Efe,

26 de maio de 2008 | 11h38

 O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, começa nesta semana a arrecadar dinheiro para a campanha do candidato republicano à Presidência, John McCain, mas com bastante discrição. Segundo a Casa Branca, Bush participará de três atos de arrecadação de dinheiro em favor de McCain, em Phoenix (Arizona), Salt Lake City e Park City (Utah).   Veja também: Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Acompanhe a disputa entre os pré-candidatos     O acesso da imprensa aos eventos não será permitido, por desejo expresso da campanha do candidato presidencial. O presidente tem se mostrado uma autêntica máquina de fazer dólares para seu partido, algo importante para o senador pelo Arizona, cuja campanha tem menos dinheiro que a do pré-candidato democrata, Barack Obama. No entanto, a participação de Bush também pode prejudicar McCain, por causa da baixa popularidade que tem entre os americanos.   Até agora, segundo os dados da rede de televisão CBS, Bush arrecadou quase US$ 767 milhões em 310 atos de que participou em seus sete anos de mandato. Só neste ano, o presidente americano discursou em 19 eventos para arrecadar doações e conseguiu arrecadar US$ 37,1 milhões para os cofres republicanos.   A Casa Branca afirma que, nos próximos meses e até as eleições presidenciais de novembro, haverá um "aumento da atividade eleitoral" de Bush em favor do Partido Republicano. Entretanto, se Bush pode ser um grande aliado para McCain no campo financeiro, não se pode dizer o mesmo na política. O presidente dos EUA tem os níveis de popularidade mais baixos de seu mandato, em torno de 30%.   Os democratas basearam parte de sua estratégia contra McCain para as eleições de novembro ao descrever o candidato republicano como uma continuação de Bush e de suas políticas. "Se votarem em John McCain, nada vai mudar", afirma Obama freqüentemente em seus comícios, nos quais garante que o senador pelo Arizona "representará o terceiro mandato de Bush". Pesquisas recentes mostram que apenas 16% dos americanos estão satisfeitos com a condução atual do país, enquanto 80% estão insatisfeitos.   McCain participará com Bush do evento em Phoenix, mas a imprensa não terá acesso a este nem a qualquer outro ato. A princípio, estava previsto que pelo menos dois dos eventos - Phoenix e Salt Lake City - seriam realizados em lugares públicos para permitir o livre acesso da imprensa, segundo o site Político.   A campanha de McCain pediu que o acesso da imprensa não fosse permitido e o evento foi transferido para casas privadas. O porta-voz presidencial Tony Fratto disse que, durante seu mandato, Bush não permitiu o acesso dos meios de comunicação aos atos de arrecadação de doações em casas particulares e que estes não serão uma exceção.   Esta será a primeira vez que o presidente e o candidato republicano estarão juntos desde que Bush deu seu apoio à campanha de McCain em 5 de março. Naquele dia, o próprio McCain parecia querer manter um pouco de distância do presidente. "Fico feliz por poder contar com ele na medida em que sua agenda tão cheia o permitir", disse o candidato republicano.   Por sua vez, Bush declarou que tentaria ajudar McCain da maneira que o senador pelo Arizona quisesse. "Se eu aparecer e o apoiar, isso o ajuda. E se eu me declarar contra ele, isso também o ajuda, dá no mesmo. O que eu quero é que ele ganhe", afirmou. "Tenho muito trabalho, mas vou ter muito tempo para ajudar. Posso ser útil arrecadando dinheiro. Se ele quiser que meu belo rosto apareça a seu lado em algum desses atos, ficarei feliz por fazê-lo", acrescentou. McCain respondeu que ficará "agradecido" por tê-lo a seu lado "tanto para arrecadar dinheiro e para as finanças da campanha, que precisam bastante, quanto para fazer frente aos desafios que este país enfrenta".

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