Disparidade racial persiste nos Estados Unidos, aponta estudo

Negros ainda estão atrás dos brancos quando se trata de renda, educação e saúde

REUTERS

05 de março de 2008 | 14h40

Apesar da pré-candidatura de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos ter renovado o foco nacional na questão racial, os norte-americanos negros ainda estão atrás dos brancos quando se trata de renda, educação e saúde, mostrou um estudo divulgado na quarta-feira. Numa lista de indicadores econômicos que mediam níveis de emprego, pobreza, habitação, renda e riqueza, os negros conseguiram apenas 56,8 por cento, a mesma percentagem do ano passado, de acordo com a National Urban League. Num índice mais abrangente, que incluía níveis de educação, saúde, justiça social e união civil, os negros atingiram 73 por cento, um aumento de apenas 0,41 ponto percentual em relação ao ano passado, de acordo com a liga. Há três vezes mais negros do que brancos vivendo abaixo da linha de pobreza, ou seja, recebendo abaixo de $20.000 dólares para uma família de quatro pessoas. A disparidade entre as raças em níveis de desemprego diminuiu um pouco, mas entre os negros é duas vezes maior o risco de desemprego. O relatório, um dos mais abrangentes sobre o assunto, relaciona mais de 300 categorias, que compõem um índice geral. "As disparidades entre os americanos negros e brancos continuam consistentes e substanciais", disse Marc Morial, presidente da Liga, à Reuters. "O próximo presidente americano tem de pegar o touro pelos chifres, mudar as prioridades da nação e enfatizar as iniciativas domésticas", disse ele em entrevista. (Reportagem de Matthew Bigg)

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