Documento diz que EUA retiraram armas nucleares da Grã-Bretanha

Os Estados Unidos retiraram as últimasarmas nucleares da Grã-Bretanha depois de mais de meio século,informou um órgão de inspeção na quinta-feira. Os grupos anti-nucleares aprovaram o aparente fim de umaera, trazido mais pelas mudanças na política internacional edas guerras do que pelos protestos propriamente ditos. A Federação dos Cientistas Norte-Americanos, que estuda oarsenal norte-americano, publicou um relatório que mostra queWashington retirou as últimas bombas atômicas da base da ForçaAérea Britânica em Lakenheath, onde estavam desde 1954. A retirada ainda não foi anunciada oficialmente, mas foiconfirmada por várias fontes, segundo escreveu o autor dorelatório, o especialista em armas nucleares Hans Kristensen. O Ministério da Defesa da Grã-Bretanha recusou-se acomentar o assunto. Já uma porta-voz da Força Aéreanorte-americana que estava na base britânica disse que apolítica de Washington é não comentar sobre a localização dearmas nucleares. Caso seja verdade, a retirada significa que as bombasnucleares norte-americanas na Europa são mantidas em apenasseis bases --principalmente em Incirlik, na Turquia, e Aviano,na Itália, mas também na Bélgica, Alemanha e Holanda, escreveuKristensen. As bombas para ser lançadas de aviões hoje são parte bemmenos significativa do arsenal nuclear norte-americano. Elasforam substituídas principalmente por ogivas atadas a mísseis. As armas nucleares dos Estados Unidos fizeram com queLakenheath, no sudeste da Inglaterra, fosse frequente alvo deprotestos cujo ápice foi nos anos 1980, quando os europeustemiam uma guerra nuclear entre o Ocidente e a União Soviética. "A notícia de que essas bombas foram retiradas deLakenheath é muito bem-vinda", disse Kate Hudson, chefe daCampanha pelo Desarmamento Nuclear. "Gostaríamos de uma confirmação oficial, vinda do governo,porque acredito que uma admissão aberta encorajaria odesarmamento futuro." No auge da Guerra Fria, os Estados Unidos tinham mais de 7mil armas nucleares na Europa. A maioria foi retirada de lá nocomeço dos anos 1990 e, hoje, Kristensen estima que sejam menosde 240. Hudson, porém, afirma que isso não afetará a sua campanha,já que a Grã-Bretanha tem suas próprias armas nucleares. O relatório está disponível na Internet, no endereçohttp://www.fas.org/blog/ssp/

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