Dois americanos confessam conspiração terrorista

Eles admitiram planejar lançar uma guerra santa contra instalações militares, sinagoga e outros alvos

EFE,

15 de dezembro de 2007 | 00h31

Dois homens declararam neste sábado às autoridades federais dos Estados Unidos que são culpados de participar de uma conspiração para lançar uma campanha terrorista no país. Em audiências separadas num tribunal de Santa Ana (Califórnia), Kevin James, de 31 anos, e Levar Washington, de 28, admitiram que planejavam lançar uma guerra santa ("jihad") contra instalações militares, sinagogas e outros alvos em 2005. Os dois pretendiam assaltar postos de gasolina e outros estabelecimentos pertencentes a judeus em Los Angeles para financiar as suas operações. Eles podem ser condenados a até 20 anos de prisão. Washington ainda pode ser declarado culpado de assaltar um posto de gasolina, armado com uma escopeta, em julho de 2005. A pena é de até cinco anos. Fontes judiciais disseram que um terceiro membro do grupo de extremistas muçulmano fundado por James, identificado como Gregory Patteron, também vai se declarar culpado de conspiração terrorista. Ele deverá comparecer a uma audiência na próxima segunda-feira. As autoridades declararam que Hammad Samana, o quarto integrante do bando, não pode ser submetido a julgamento, já que se encontra sob tratamento psiquiátrico numa prisão federal. "O terrorismo interno continua sendo uma grave preocupação para a segurança de nosso país e esta célula esteve mais próxima de entrar em operações que nenhuma outra desde o 11 de Setembro", disse Michael Downing, subchefe do Departamento de Polícia de Los Angeles. A conspiração terrorista foi descoberta em julho de 2005, quando a Polícia investigava uma série de assaltos a postos de gasolina. Os homens foram detidos um mês depois. Ao revistar o apartamento de Patterson e Washington, a Polícia descobriu uma lista de potenciais alvos e uma declaração de James a ser entregue à imprensa após os ataques. Segundo os promotores, James, Washington e Patteron planejavam atacar várias sinagogas de Los Angeles durante a festa judaica do Yom Kippur, para causar "a maior quantidade de mortes possível".

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