Dois estudantes são baleados em universidade dos EUA

Estadual de Delaware permanece fechada e polícia busca atirador; jovem corre risco de vida

Agências internacionais,

21 de setembro de 2007 | 08h57

Dois estudantes foram baleados nesta sexta-feira, 21, no campus da Universidade Estadual de Delaware, nos EUA, e a polícia afirmou que está em busca de um homem armado, informou a escola em seu site.   Veja também: Relembre o massacre de Virginia Tech    Os estudantes, um homem e uma mulher, foram levados para um hospital e, segundo a rede de TV Fox, um deles está em estado grave. Eles foram atacados próximos ao Memorial da universidade, por volta da 1 hora da madrugada. A jovem, de 17 anos, está em estado grave e o outro aluno baleado está em "condição estável" num hospital local.   "Não temos ainda nenhuma informação sobre o atirador. Nenhum suspeito foi identificado", afirmou o porta-voz da instituição, Carlos Holmes. "Se virmos estudantes por aí vamos dizer a eles para que entrem (nos alojamentos)", acrescentou. A polícia ressalta que também não tem dados sobre a motivação do ataque.   A universidade alertou estudantes sobre o incidente por telefone, Internet e folhetos, de acordo com o jornal The New York Times, e pediu para que, até que o suspeito seja preso, alunos, professores e funcionários permaneçam em seus prédios.   O ataque na universidade acontece menos de seis meses após o pior incidente desse tipo na história dos EUA, quando o estudante sul-coreano Cho Seung Hui matou 32 pessoas antes de se suicidar na faculdade de tecnologia de Virginia, a Virginia Tech. Como ficou comprovado pela perícia, o estudante sofria de problemas psicológicos.   Armas   O ataque desta sexta também coloca em foco novamente a discussão sobre o mercado de armas no país. No caso de Virginia Tech, o estudante sul-coreano, de 23 anos, conseguiu comprar suas armas em uma rede de supermercados sem qualquer impedimento, mesmo estando sob a ordem judicial de se submeter a um tratamento mental.   Em abril, a direção da Virginia Tech foi criticada pela demora em reagir à notícia de que um aluno havia feito disparos no campus. Em agosto, um relatório da polícia ressaltou que a universidade poderia ter salvado vidas se tivessem alertado os estudantes de que um assassino estava à solta.   "Eu não acredito que as instituições (de ensino) do país não tenham aprendido algo com Virginia Tech. Nós aprendemos", afirmou Holmes, após a decisão de fechar todo o campus.   No começo de agosto outros três estudantes foram mortos em um colégio de Newark, Nova Jérsei. Natasha Aeriel, de 19 anos, foi a única sobrevivente do crime que vitimou Terrance Aeriel, de 18 anos, Dashon Harvey, de 20, e Iofemi Hightower, 20. Neste mês, a universidade ergueu um memorial para os três jovens. Natasha ajudou a polícia a encontrar o suspeito, que foi preso.   Fundada em 1891, a universidade é historicamente freqüentada por negros e tem cerca de 3.300 alunos de graduação.   Matéria ampliada às 12h03

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