Dolly perde força, mas ameaça inundar rio entre EUA e México

Diques espalhados pelo Rio Grande podem não aguentar a pressão da água das fortes tempestades na região

Agências internacionais,

24 de julho de 2008 | 08h31

O furacão Dolly perdeu força ao tocar o solo na fronteira entre o Estado americano do Texas e o México na quarta-feira, se transformando em uma tempestade tropical, segundo informações do Centro Nacional de Furacões (CNH). Autoridades estão em alerta agora pelas fortes chuvas que devem atingir a região de Browsville e Puerto Aransas, no Texas, onde já caiu mais de 30 centímetros de chuva nas últimas horas. Pelo menos uma pessoa morreu no México antes que o furacão chegasse ao continente.   Os serviços de emergência devem começar a avaliar os danos provocados nesta quinta, assim como o resgate das pessoas que estão em casas inundadas ou danificadas. Embora não tenham sido registradas mortes na região atingida pelo furacão, autoridades encontraram o corpo de um pescador que estava desaparecido desde o fim de semana, quando o Dolly passou por Puerto Progreso, na península mexicana de Yucatán.   Em seu aviso das 6h (horário de Brasília), o órgão apontou que Dolly estava 155 km a noroeste de Brownsville e movia-se a oeste e nordeste a 11,27 quilômetros por hora, com ventos de 96,56 quilômetros por hora.  Autoridades temem que as chuvas causem problemas durante os próximos dias, incluindo o transbordamento de diques ao longo do Rio Grande, que serve de fronteira natural entre o México e o Texas. O CNH prevê que as chuvas na região cheguem a até 51 centímetros. O governador do Texas, Rick Perry, colocou um alerta para 1.200 membros da Guarda Nacional e já declarou zona de catástrofe 14 condados.   Os ventos levantaram telhados, arrancaram árvores e deixaram milhares de pessoas sem eletricidade. De acordo com especialistas do NHC, Dolly também poderia dar origem a novos ciclones no sul e centro do Texas. "Os preparativos para proteger a vida e as propriedades devem ser rapidamente concluídos", advertiu um comunicado do NHC. Segundo meteorologistas americanos, a temporada de furacões no Atlântico chegou um mês antes do normal. Em anos anteriores, o primeiro ciclone tropical não se formava antes de 29 de agosto. Dolly já é o segundo fenômeno da temporada a tocar terra.   Os operadores de energia observam as tempestades com atenção, já que elas adentram o golfo do México e ameaçam as instalações americanas de petróleo e produção de gás. Vários produtores de petróleo e gás retiraram seus funcionários das plataformas da região, uma medida preventiva contra a tempestade, mas o impacto sobre a produção foi mínimo.   Matéria atualizada às 10h05.

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