Doméstica de Nova York acusa cônsul indiano de explorá-la

O cônsul-geral da Índia em Nova York e sua família estão sendo judicialmente acusados de terem escravizado uma ex-empregada doméstica, ao pagarem a ela um salário de 300 dólares por mês, confiscarem seu passaporte e cometerem assédio sexual.

BASIL KATZ, REUTERS

21 de junho de 2011 | 19h07

A ação, apresentada na corte federal de Manhattan na segunda-feira, é mais uma em uma série de acusações de abusos supostamente cometidos por diplomatas estrangeiros nos Estados Unidos.

O processo, pleiteando uma indenização não especificada, foi aberto pela entidade Legal Aid Society em prol da ex-empregada Santosh Bhardwaj. Os réus são o cônsul Prabhu Dayal, sua esposa e sua filha.

"Os réus confiscaram o passaporte da sra. Bhardwaj e a submeteram a um ano de trabalho forçado e de coação psicológica em seu lar, culminando com um incidente de assédio sexual", disse a ação.

Em nota, o advogado de Dayal, Ravi Batra, disse que "essa fraudadora, vendo cifrões, entrou num esquema de 'enriquecimento rápido' depois de um ano e meio permanecendo e trabalhando ilegalmente em Nova York".

A empregada fugiu da residência diplomática, localizada no sofisticado bairro do Upper East Side, em janeiro de 2010, após quase um ano de permanência nos EUA, segundo a ação.

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