'Dor da discriminação ainda é sentida na América', diz Obama

Presidente americano atribui sua chegada à Casa Branca aos líderes negros que lutaram por direitos civis

Associated Press,

16 de julho de 2009 | 21h37

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, atribuiu nesta quinta-feira, 16, em discurso, sua histórica chegada à Casa Branca aos líderes negros americanos que lutaram pelos direitos civis. Obama disse a uma organização de direitos civis dos negros que o sacrifício de outros "começou a jornada que me levou até aqui."

 

O primeiro presidente negro dos EUA advertiu, no entanto, que as barreiras raciais persistem no país. "Não se enganem: a dor da discriminação ainda é sentida na América", falou o presidente na centésima convenção da Associação Nacional para o Progresso dos Negros (NAACP, na sigla em inglês).

 

Reafirmando a mensagem de esperança que levou às famílias durante sua campanha presidencial, Obama destacou que "temos que dizer a nossas crianças: 'sim, se você é afro-americana, as probabilidades de crescer em meio ao crime e gangues são altas. Se você vive em uma vizinhança pobre, encontrará desafios que alguém em um subúrbio próspero não terá.'"

 

"Mas isso não é uma razão para tirar notas ruins, não ir às aulas, desistir da nossa educação e sair da escola", acrescentou o presidente. "Ninguém escreveu seu destino por você. Seu destino está nas suas mãos, não esqueça disso", concluiu.

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