Economia e guerras ocupam agenda do 1º dia de Obama

Trabalho duro começa logo no primeiro dia; Obama reúne-se com assessores para debater crise e Iraque

Agências internacionais,

21 de janeiro de 2009 | 07h22

O novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai tratar da economia do país e das guerras do Iraque e do Afeganistão em seu primeiro dia como líder americano. Segundo a BBC, Obama, que tomou posse como o 44º presidente americano na terça-feira, se reunirá nesta quarta-feira, 21, com seus principais assessores econômicos e comandantes militares dos Estados Unidos.      Veja também:   Obama congela processos na prisão de Guantánamo   Cobertura especial da posse no blog   Obama promete reconduzir os EUA à liderança mundial   Íntegra do discurso de posse de Obama   Ouça o juramento de Barack Hussein Obama    Veja galeria de fotos da festa   A vida de Barack Obama em imagens    Imagens da família Obama      Uma das primeiras medidas de Obama na terça-feira foi suspender todas as ordens pendentes que o governo Bush tentou aprovar nos últimos dias do mandato. A orientação de Obama foi dada pouco depois que o novo presidente tomou posse, em um memorando assinado pelo novo chefe de gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel. O presidente ainda pediu pela suspensão dos julgamentos em Guantánamo por cinco meses, congelando os processos iniciados no governo Bush. Segundo seus assessores, o presidente planeja uma primeira semana ambiciosa, de agenda cheia, que inclui um encontro com assessores militares para mudanças na gestão da guerra no Iraque.   O encontro marcado para esta quarta contaria com a presença do general David Petraeus, chefe do Comando Central dos EUA, responsável pelas operações americanas no Oriente Médio, Ásia Central e Chifre da África. Funcionários do Pentágono disseram que o Departamento de Defesa deve apresentar no encontro um menu com várias opções de retirada das tropas americanas no Iraque e seus respectivos riscos, incluindo a opção de saída em 16 meses, promessa de campanha de Obama.   Em seguida, Obama deverá indicar um enviado especial para o Oriente Médio para lidar com a crise entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza.  Segundo a CNN, enquanto Obama participava ontem da cerimônia de posse, cerca de 20 assessores já estavam na Casa Branca para preparar a reunião de hoje. Assessores afirmaram também que Obama planeja realizar um discurso sobre economia no dia 23 de fevereiro para dizer aos americanos que, apesar do plano de estímulo, a crise econômica ainda vai durar muito. Equipe   Obama também estará empenhado, nos próximos dias, em concluir a formação de sua equipe de governo. vários nomes têm que ser submetidos ao Senado, que tende a agir com rapidez para aprovar o gabinete indicado pelo presidente americano.   Na terça-feira, o Senado aprovou seis membros do governo indicado por Obama, inclusive Janet Napolitano como secretária de Segurança Interna, e Steven Chu, como Secretário para Energia. Nesta quarta-feira, Timothy Geithner, o indicado para a secretaria do Tesouro, deve ser confirmado pelo Senado. Geither provavelmente terá de explicar o porquê de ele ter deixado de pagar impostos no passado, quando ainda trabalhava para o Fundo Monetário Internacional (FMI).    Nesta quarta-feira, também está prevista a aprovação do nome da senadora Hillary Clinton como secretária de Estado. A sua confirmação no cargo foi adiada após um senador republicano ter pedido um debate a respeito das doações feitas ao marido da senadora, o ex-presidente Bill Clinton, que poderiam constituir conflito de interesses. A votação deverá se dar pouco após o encerramento do debate a respeito do tema.    

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