REUTERS/Leah Millis/File Photo
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Eleições 2020: Republicanos confirmam Trump em meio à crise da covid-19

Presidente dos EUA cancelou eventos que iam acontecer na Flórida, um dos estados-chave da eleição

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2020 | 05h00

A sombra da covid-19 paira sobre a convenção do Partido Republicano em Charolotte, na Carolina do Norte. Uma grande festa e evento estava previsto para ser feito em Jacksonville, na  Flórida, onde o presidente Donald Trump contava desafiar não só seus críticos, mas o próprio coronavírus diante de 25 mil pessoas.

Mas o crescimento exponencial da epidemia na Flórida e a pulverização de sua aprovação em razão da condução do combate ao novo coronavírus o fizeram mudar de ideia. Até porque a manutenção da festa poderia tirar do republicanos mais votos ainda em um estado que é chave para a reeleição de Trump.

A consolidação de pesquisas no Estado feita pelo site fivethirtyeight mostra que em março Trump estava empatado com o democrata Joe Biden no Estado - ambos com 48%. Quatro meses depois, quando a pandemia já deixou um rastro 5,6 mil mortos no Estado, Biden (49,8%) abriu uma vantagem de sete pontos percentuais para Trump (42,2%).

Para azar de Trump, en 6.º e em 7.º lugares no ranking de mortes provocadas pela covid-19 nos EUA estão os Estados da Pensilvânia (7.116 mortos) e de Michigan (6.400), outros dois que serão decisivos para eleger o futuro presidente. O Estado que completa a lista dos dez mais atingidos é outro pesadelo para o republicano: o Texas. Ali as pesquisas dão os dois candidatos rigorosamente empatados com 46,2% - um republicano não é derrotado no texas desde 1976, quando Jimmy Carter bateu Gerald Ford, que tentava a reeleição.

É debaixo dessas péssimas notícias que Trump e seu partido vão fazer sua convenção, que começa no dia 24 e deve se estender até o dia 27 de agosto. Trump queria um evento épico. Acostumado com espetáculos midiáticos, o presidente queria passar uma ideia de força, com arena lotada e a impressão de normalidade.

A pandemia já o havia impedido de ter sua festa na Carolina do Norte - o governador do Estado proibiu que o evento com 25 mil pessoas fosse ali realizado em julho meio à pandemia. Trump deixou a carolina do Norte - outro estado-chave, onde Biden lidera por apenas dois pontos percentuais (47,9% a 45,7%) - e decidiu levar o evento para a Flórida.

Quando a decisão, a escolha da Flórida parecia ideal: poucos contaminações por covid-19 e um governador republicano, Ron DeSantis, disposto a retomar a economia em tempo recorde. Mas, em poucas semanas, o vento mudou. O Estado se tornou o epicentro da pandemia nos EUA, com mais de 10 mil novos casos por dia. E os republicanos foram obrigados a renunciar ao seu evento. Agora, Trump aceitará a nomeação a partir de uma cerimônia para pouco em Charlotte.

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