Em campanha, McCain corteja donos de armas dos EUA

Candidato republicano visita loja de armas e diz que 'espera ansiosamente receber o apoio' deste grupo

Agência Estado e Associated Press,

16 de maio de 2008 | 17h46

O candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, John McCain, visitou uma loja de armas nesta sexta-feira, 16. Mas comprou apenas uma vara e outros equipamentos de pesca, durante a primeira parada de um dia em que cortejou os donos de armas e seu influente grupo de lobby, a National Rifle Association. Veja também:Até 2013, EUA saem vitoriosos do Iraque, afirma McCainObama diz que políticas de Bush fortaleceram Irã e HamasConfira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  McCain não tem uma relação historicamente boa com o setor pró-armas, tendo apoiado uma legislação de financiamento de campanha que os partidários das armas consideram uma mordaça para a liberdade de expressão. O senador pelo Arizona também é favorável a restrições mais duras à compra de armas em shows de tiro. Apesar disso, McCain disse esperar os votos dos donos de armas nas eleições gerais, quando enfrentará ou Barack Obama ou Hillary Clinton. Os dois membros do Partido Democrata buscam a indicação da sigla para a disputa da presidência. "Eu digo que nós tivemos desentendimentos no passado, mas eu apoio e tenho uma posição em defesa dos direitos da Segunda Emenda, estou muito orgulhoso disso e espero ansiosamente receber o apoio deles", disse McCain a repórteres, enquanto se dirigia para a cidade de Charleston. A Segunda Emenda da Constituição dos EUA garante "o direito das pessoas de ter e portar armas." O republicano visitou a loja de armas na Virgínia Ocidental, um dos Estados em que a disputa entre republicanos e democratas deve ser acirrada. Além disso, compareceu a uma convenção da National Rifle Association em Louisville, no Kentucky. McCain afirmou que o único controle à posse de armas com o qual concorda é em relação às pessoas condenadas ou com algum problema mental. Ainda assim, o senador já disse que, se for presidente, irá assinar uma lei que proíbe que pessoas comprem armas em shows sem passar pelos mesmos pré-requisitos exigidos dos que compram armas em lojas.

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