Em discurso, Bush tenta amenizar preocupações econômicas

O presidente dos Estados Unidos,George W. Bush, buscou acalmar os norte-americanos sobre osproblemas na economia do país no início desta terça-feira(horário de Brasília), ao mesmo tempo em que desenhou o caminhoque pretende seguir em seu último ano na Casa Branca. Com a ameaça de uma recessão ofuscando a guerra do Iraquecomo principal preocupação da opinião pública, Bush reconheceuem seu último discurso sobre o Estado da União que ocrescimento econômico está diminuindo, mas insistiu que osfundamentos de longo prazo da economia do país estão sólidos. Ele também pediu ao Congresso a rápida aprovação de umpacote de estímulo econômico de 150 bilhões de dólaresdivulgado na semana passada. "No longo prazo, os norte-americanos podem estar confiantessobre nosso crescimento econômico. Mas no curto prazo, todospodemos ver que o crescimento está diminuindo", disse Bush nodiscurso ao Congresso transmitido para todo o mundo. Bush também falou dos ganhos de segurança obtidos noIraque, o qual ele atribuiu ao aumento no número de tropasdeterminado por ele em janeiro passado. O presidente tambémafirmou que mudanças no atual contingente militar dependerãodas recomendações de seus comandantes. Ele também renovou seus pedidos para que o Irã pare ostrabalhos de enriquecimento de urânio e para que a RepúblicaIslâmica "seja clara" sobre suas intenções nucleares. "Nossamensagem aos líderes do Irã também é clara: suspendam demaneira verificável seu enriquecimento nuclear, para que asnegociações possam começar", disse Bush. Enfraquecido politicamente pela impopular guerra no Iraquee ofuscado pela disputa pela indicação dos candidatos quetentarão sucedê-lo, Bush não apresentou nenhuma idéia nova. Seu sétimo discurso sobre o Estado da União foi, noentanto, foi uma chance de estabelecer o tom que predominará emseus últimos meses no poder e de tentar deixar um bom legadoantes de sair da Casa Branca em janeiro de 2009. Mas espremido entre as primárias democratas na Carolina doSul, que aconteceram no sábado, e a disputa republicana naFlórida, marcada para a terça-feira, Bush terá dificuldade emse fazer ouvir em meio ao barulho causado pela campanhaeleitoral.No topo da agenda proposta em seu discurso estava o pacote deestímulo econômico de 150 bilhões de dólares para evitar umarecessão em uma economia que sofre com os altos preços dopetróleo e com uma desaceleração no mercado de moradias. "Nas mesas de cozinhas ao redor de nosso país há umapreocupação com nosso futuro econômico", disse Bush ao fazer umapelo para que o Congresso complete o trabalho para aprovar oplano.

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