Em discurso na ONU, Bush anuncia sanções contra Mianmá

Presidente disse estar ultrajado pela situação no país asiático, que vive maior onda de protesto em 20 anos

Associated Press,

25 de setembro de 2007 | 11h37

Em discurso na Assembléia Geral da ONU nesta terça-feira, 25, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou novas sanções contra a junta militar que governa Mianmá.   Veja também: Bush aceita ampliar o Conselho de Segurança Ban alerta para 'série assustadora de desafios' Chávez cancela discurso na Assembléia GeralPaíses ricos precisam dar exemplo, diz Lula Após dircurso de Bush, Cuba deixa plenário Entenda a crise em Mianmá   Bush argumentou que há 19 anos o regime ditatorial impõe "um regime de medo" que nega à população as liberdades básicas de liberdade de expressão, assembléia e religião. Ele pediu que outros países sigam o exemplo.   Nos últimos dias, dezenas de milhares de pessoas lideradas por longas fileiras de monges budistas saíram às ruas das principais cidades do país em protestos contra a junta militar que governo o país desde 1962. Essa já é a maior onda de protesto contra o regime desde 1988, quando cerca de 3 mil dissidentes foram mortos pelo Exército.   "Os americanos estão ultrajados pela situação na Birmânia", disse o presidente, referindo-se ao antigo nome do país asiático.   "Os Estados Unidos vão reforçar as sanções econômicas contra os líderes do regime e os que o apóiam financeiramente", acrescentou.   "Nós vamos impor um veto a vistos concedidos aos responsáveis pelas mais terríveis violações contra os direitos humanos", especificou o presidente.

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