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Em entrevista após eleição, Trump diz que deportará 3 milhões

Presidente eleito dos Estados Unidos também disse ao programa '60 Minutes' que aceitaria trocar o muro por cerca em alguns trechos da fronteira com o México

O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2016 | 15h48

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que poderia construir uma cerca em alguns pontos da fronteira sul do país. "Para algumas áreas consideraria (levantar cercas), mas, para outras, um muro é o mais apropriado. Sou muito bom nisso, se chama construção", afirmou. Durante a campanha, o republicano prometeu construir um muro que seria pago pelo México. Após a vitória de Trump, o país vizinho reforçou que não pagará pela obra.

Trump concedeu entrevista ao programa 60 Minutes, da rede de TV CBS, cuja íntegra deve ser exibida na noite deste domingo, 14. Na conversa, o republicano também disse que está disposto a deportar ou encarcerar de 2 milhões a 3 milhões de imigrantes ilegais que cometeram crimes e têm registro na polícia. 

"O que vamos fazer é pegar as pessoas que são criminosos e tenham antecedentes criminais, quadrilheiros, traficantes de droga, provavelmente uns 2 milhões, até 3 milhões, e vamos deportá-los ou prendê-los", disse, em sua primeira aparição na televisão após a vitória na eleição, dia 9. Trata-se de uma medida parecida com a proposta do atual presidente, Barack Obama. O democrata anunciou em novembro de 2014 medidas para expulsar os ilegais com ficha criminal - e não famílias inteiras. Durante a campanha, Trump havia prometido deportar todas as 11 milhões de pessoas que estão de forma ilegal nos EUA, com algumas exceções.

Trump afirmou que, depois do fortalecimento da fronteira, seu governo decidirá o que deve acontecer com os outros ilegais que vivem nos Estados Unidos. "São pessoas fantásticas e tomaremos uma decisão sobre elas. Mas, antes de tomar essa decisão, temos que assegurar nossa fronteira", disse.

Mesmo mais branda, a fala do republicano bate de encontro com o que disse o presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Paul Ryan. Este afirmou à CNN que a deportação em massa não é um foco do Partido Republicano neste momento. "Acho que devemos tranquilizar as pessoas" em relação às deportações, afirmou, ressaltando que a prioridade é a segurança nas fronteiras, destacou.

Kellyanne Conway, assessora sênior de Trump, disse aos repórteres neste domingo que Trump recebeu telefonemas de parabéns de vários de seus rivais dentro do Partido Republicano, incluindo Jeb Bush, John Kasich e Mitt Romney. Segundo ela, a conversa que o presidente eleito teve com Bush foi "incrivelmente afável". Mais tarde, nas redes sociais, ele próprio revelou que recebeu convites dos ex-presidentes George H.W. Bush e George W. Bush. Com agências internacionais.

 

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