Em feriado de Ação de Graças, norte-americanos viajam e vão às compras

Milhões de norte-americanos reúnem-se na quinta-feira para celebrar o Dia de Ação de Graças -recheando perus, desafiando os ventos gelados nos trajetos dos desfiles e planejando orgias consumistas assim que as tortas de abóboras forem saboreadas.

BARBARA GOLDBERG, Reuters

28 de novembro de 2013 | 09h43

As temperaturas matinais devem despencar após uma noite de muita neve e chuva na Costa Leste, e a previsão é de condições escorregadias em um dos dias mais movimentados do ano nas estradas e aeroportos dos EUA.

Em Nova York, a ameaça de ventos fortes pode eliminar do desfile da Macy's as figuras de Snoopy, Sonic e outros personagens representados por gigantescos balões de hélio. Os regulamentos municipais proíbem o uso desses artefatos com ventos regulares acima de 37 quilômetros por hora e rajadas superiores a 54 quilômetros por hora.

O 87º. ano do desfile acabou sendo um dos mais polêmicos da história. A roqueira Joan Jett, que é vegetariana e ativista dos direitos dos animais, saiu do carro alegórico que representa o turismo na Dakota do Sul, após queixas de pecuaristas. Ela continuava no desfile.

Outro motivo de polêmica é o carro do SeaWorld, num momento em que esse parque marinho sofre críticas de ativistas dos direitos dos animais por manter orcas em cativeiro.

Cerca de 3 milhões de pessoas devem assistir ao desfile ao vivo, e outros 50 milhões pela televisão.

Numa rara coincidência entre os calendários gregoriano e judaico, que só voltará a se repetir em 2070, o Dia de Ação de Graças neste ano cai junto com a festividade judaica do Hanukkah. Em homenagem a isso, Asher Weintraub, de 10 anos, morador de Nova York, inventou uma menorá (candelabro judaico) com formato de peru, o prato típico da data norte-americana.

Outra novidade deste ano é que algumas lojas vão abrir já na noite da quinta-feira para a chamada "Black Friday", data anual com descontos especiais. Cerca de 140 milhões de pessoas devem ir às compras nos quatro dias de feriado prolongado, que habitualmente marca o início da temporada do consumo natalino. O cálculo é da Federação Americana do Varejo.

A antecipação da abertura das lojas foi criticada por ativistas laborais, segundo os quais funcionários do varejo ficarão privados de passarem a festa com suas famílias.

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