Em fim de mandato, Bush revê estratégia para o Afeganistão

Bush deve recomendar a Obama que expanda Exército afegão; mais 20 mil soldados devem ser enviados em 2009

Agência Estado e Associated Press,

07 de novembro de 2008 | 15h45

O governo do presidente norte-americano, George W. Bush, revê sua estratégia para o Afeganistão. Bush deve recomendar ao presidente eleito Barack Obama que promova a expansão do Exército afegão. Segundo autoridades consultadas, essa seria a melhor saída para a posterior retirada das tropas norte-americanas do país. Veja também:Bush alerta para ataques terroristas durante transição É tarde para que a atual administração realize grandes mudanças em relação à guerra no Afeganistão. Porém o governo quer apresentar um plano ao sucessor não apenas sobre questões militares, mas também em relação à integração da ajuda militar e civil norte-americana e internacional. A revisão da estratégia começou em setembro, em um quadro de aumento da violência e da morte de soldados norte-americanos e aliados em território afegão. O trabalho é coordenado pela Casa Branca e deve ser apresentado em dezembro. Todos os funcionários falaram sob condição de anonimato. O governo deve apoiar um pedido do principal comandante norte-americano no Afeganistão, general David McKiernan, de enviar mais 20 mil soldados ao país em 2009. Mas chegou à conclusão de que é preciso insistir no fato de que os militares afegãos devem tomar progressivamente o controle da situação. Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, sustentou que o fortalecimento do Exército afegão é a solução a longo prazo para os conflitos no país. Gates também insiste em limitar a participação militar norte-americana no território afegão. Obama caracterizou em 22 de outubro a situação no Afeganistão como "uma crise urgente" e também apóia o envio de mais soldados para controlar a situação. O agora presidente eleito chegou a dizer que enviaria pelo menos mais 7 mil soldados ao país.

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