Em meio às enchentes, Meio-Oeste espera visita de Bush

Presidente americano chegará em Iowa nesta quinta; região sofre o pior alagamento dos últimos 15 anos

Reuters,

19 de junho de 2008 | 15h18

Enquanto o presidente americano George W. Bush se preparava para visitar as áreas atingidas pelas enchentes em Iowa nesta quinta-feira, 19, os moradores do Meio-Oeste dos Estados Unidos aguardavam a ajuda federal prometida para ajudar a recuperar a região que sofre a pior enchente dos últimos 15 anos.   Veja também: Cheia do Mississipi já ameaça cidades de Illinois e Missouri   Foto: Reuters   A Casa Branca não informou quanto será enviado às regiões alagadas, mas representantes americanos discutiam um financiamento que incluía US$ 2,65 bilhões para repor o fundo de desastres do governo. As enchentes alagaram grandes áreas do cinturão agrícola americano e obrigou dezenas de milhares de pessoas a abandonarem suas casas.   Bush avaliará a situação em Cedar Rapids e em Iowa City, onde se reunirá com membros de equipes de emergência e autoridades estaduais e municipais. O candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, também deve visitar o Estado para inspecionar os danos e a resposta das equipes de emergência. Barack Obama esteve em Quincy no começo da semana.   Ainda nesta quinta-feira, voluntários e membros de equipes de emergência reforçavam os diques do rio Mississippi para evitar a repetição de enchentes que já provocaram bilhões de dólares em prejuízos e fizeram aumentar os temores sobre a inflação mundial dos alimentos.   Quase 25 diques do rio, uma hidrovia importante dos EUA, já transbordaram fazendo com que a água alagasse pequenas cidades e milhares de hectares de terra fértil. Os preços dos grãos e da carne dispararam em vista da possibilidade de haver falta desses produtos.   Os Corpos de Engenheiros do Exército, que administram as barragens dos rios americanos, anunciaram que 22 diques existentes no Mississippi haviam cedido à força das águas nesta semana, incluindo 12 na quarta-feira.   O prejuízo pode superar o das enchentes ocorridas na mesma região em 1993, que custaram mais de US$ 20 bilhões e mataram 48 moradores. Os alagamentos deste mês provocaram algumas mortes, mas ainda não se tem o balanço dos danos.

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