Em Munique, Biden deve mostrar nova política externa dos EUA

Vice-presidente americano realizará seu primeiro grande discurso sobre segurança em conferência europeia

Agências internacionais,

06 de fevereiro de 2009 | 19h31

A nova administração americana deve deixar para trás os oito anos do legado de política externa isolacionista do ex-presidente George W. Bush neste sábado, 7, quando o vice-presidente Joe Biden realizará seu primeiro grande discurso sobre segurança, informa o jornal britânico The Guardian. A estreia do vice-presidente será em uma conferência em Munique. "Há um ar tremendo de expectativa", afirmou um diplomata europeu ao diário. "Essa poderá ser uma semana fundamental para a segurança da Europa."   O time americano, incluindo Biden, o general James Jones, novo chefe de segurança nacional, o general David Petraeus, ex-comandante no Iraque e titular no Afeganistão, e Richard Holbrooke, enviado de Obama para Iraque e Afeganistão, altamente qualificado, é pouco usual para a conferência de Munique, avalia o Guardian.   Especula-se que Biden falará sobre questões como o Irã, o plano de escudo antimísseis na Polônia e República Checa e convide a Rússia para uma nova era de controle de armas nucleares. O vice americano deve revelar "a primeira maior política externa desta Casa Branca", afirmou um alto oficial da administração Obama ao Guardian em Washington.   O ministro polonês da Defesa, Radek Sikorski, discutiu o controverso sistema de defesa de mísseis com a secretária de Estado americana Hillary Clinton na semana passada. Varsóvia espera que o projeto do Pentágono seja deixado de lado, mas não aguarda nenhum anúncio dos EUA nesta semana.   "A administração não tomou nenhuma decisão ainda. Eles querem ver se o sistema de defesa funciona ou não", revelou um oficial em Varsóvia ao jornal britânico. Isso pode agradar aos russos, que receberam bem os pedidos do presidente Barack Obama para uma redução do arsenal nuclear. "Tomamos notas das declarações de que eles não seguirão em frente (com o escudo antimísseis)", afirmou Vladimir Chizhov, embaixador russo para a União Europeia.

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