Em nova estratégia nuclear, EUA alertam para terrorismo atômico

Nova estratégia proíbe uso de armas nucleares contra países signatários da não-proliferação

estadão.com.br

06 de abril de 2010 | 13h00

WASHINGTON - O terrorismo nuclear é o "perigo mais extremo e imediato" da atualidade, segundo o relatório sobre a nova estratégia nuclear divulgado nesta terça-feira, 6, pelo governo dos Estados Unidos.

No documento, conhecido como "Revisão da Postura Nuclear", o Pentágono assegura que, além da ameaça que representam os grupos terroristas, dispostos a usar bombas nucleares se conseguirem ter acesso a essa tecnologia, a outra grande ameaça é a "proliferação nuclear".

 

A nova estratégia restringe uso de armas nucleares por parte do país e pode levar a mais cortes no arsenal nuclear dos EUA. A decisão, que pede uma redução da dependência dos EUA da força nuclear como elemento dissuasor, antecipa a assinatura do tratado histórico de controle de armas com a Rússia em Praga na quinta-feira e uma cúpula sobre segurança nuclear em Washington na próxima semana.

 

Sob a nova política, os Estados Unidos estão abdicando pela primeira vez ao uso de armas atômicas contra países não-nucleares, um rompimento com a ameaça da era Bush de retaliação nuclear no caso de um ataque biológico ou químico. Mas a nova estratégia vem com uma condição: países estarão livres da resposta nuclear norte-americana apenas se estiverem de acordo com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Essa brecha significa que o Irã e a Coreia do Norte não estariam protegidas. 

 

A estratégia de reforma de Obama deve atrair críticas de conservadores, que dizem que sua abordagem pode comprometer a segurança nacional, e desapontar liberais, que querem medidas mais drásticas do presidente com relação ao controle de armas.

 

A Revisão da Postura Nuclear é exigida pelo Congresso a cada governo dos EUA, mas Obama estabeleceu altas expectativas depois de sua promessa de encerrar a "mentalidade da Guerra Fria" ao receber o Prêmio Nobel da Paz em parte por sua visão de um mundo livre de armas nucleares.

Com informações da Efe e Reuters

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