Em Nova York, potências pedem Oriente Médio livre de armas nucleares

NOVA YORK - Os membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) - EUA, Rússia, França, China e Reino Unido - demonstraram nesta quarta-feira, 5, apoio a um Oriente Médio livre de armas nucleares, o que significaria que Israel deveria se livrar de seu suposto arsenal atômico.

Reuters

05 Maio 2010 | 15h14

 

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"Estamos comprometidos à implementação total do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP)no Oriente Médio e apoiamos todos os esforços que vão nessa direção", disseram as potências mundiais em um comunicado conjunto durante a conferência de revisão do tratado, que ocorre desde a segunda-feira na sede da ONU, em Nova York.

 

"Estamos prontos para considerar quaisquer propostas relevantes para a Conferência de Revisão do TNP para chegarmos a um acordo que signifique a tomada de passos concretos para isso", continuou o documento.

 

O Egito, um dos mediadores do conflito entre israelenses e palestinos no Oriente Médio, também pressiona o Estado judeu para que entre no TNP, e pediu esforços sobre o assunto. Os israelenses, porém, não admitem nem negam que têm armas nucleares e ainda acusam o Irã de enriquecer urânio para fabricar dispositivos desse tipo. Os iranianos negam e consideram Israel e seu suposto arsenal atômico como uma ameaça à região.

 

Sem nomear países, o comunicado pediu que os países não signatários passem a fazer parte do acordo. Além de Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte não estão no tratado. "Pedimos aos estados não alinhados que passem a aderir os termos do TNP", anunciaram as potências.

 

De acordo com os termos do TNP, apenas as potências nuclearmente armadas - os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança - podem manter um arsenal nuclear. A reunião de revisão do TNP, que ocorre de cinco em cinco anos, vai até o dia 28 de maio.

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