Em relatório, EUA criticam direitos humanos de vários países

Irã, China, Cuba e Venezuela foram alguns dos que não tiveram 'bom desempenho' no último ano

estadao.com.br,

11 de março de 2010 | 14h43

O relatório de direitos humanos divulgado pelos EUA nesta quinta-feira, 11, criticou vários países pelos poucos avanços na questão. China, Irã, Venezuela, Cuba e até Suíça foram alguns dos alvos das críticas do governo americano, segundo a agência de notícias AFP.

 

O documento, divulgado anualmente pelo Departamento de Estado dos EUA, avalia a situação e o avanço dos direitos humanos nos países onde o assunto é colocado em questão. A discriminação de muçulmanos na Europa, o antissemitismo, a repressão exagerada de manifestações, os abusos contra prisioneiros políticos e a censura à imprensa foram alguns dos aspectos abordados no relatório, o primeiro emitido sob a gestão do presidente Barack Obama.

 

O Irã recebeu críticas sobre a forma como o governo lidou com os protestos pós-eleitorais em junho. O relatório afirmou que o país, já ruim em matéria de direitos humanos, apenas piorou no assunto. "O mau desempenho do governo iraniano nos direitos humanos só piorou após as controvertidas eleições presidenciais de junho", afirmou o relatório.

 

A discriminação dos muçulmanos na Europa, principalmente na Suíça, também teve destaque no documento. "As formas tradicionais e novas de antissemitismo seguiram progredindo, com o auge durante o conflito em Gaza. O antissemitismo se manteve presente nas sociedades europeia, latino-americana e outras regiões, mesmo com os esforços das autoridades para combater o problema".

 

O preconceito com o islã também foi citado. "A discriminação contra os muçulmanos na Europa foi uma preocupação crescente", diz o texto, que menciona a emenda constitucional que proíbe a construção de minaretes na Suíça. Em 29 de novembro de 2010, os suíços aprovaram a proibição das tradicionais torres de mesquitas, gerando revolta entre os muçulmanos.

 

O desempenho chinês também piorou, segundo o Departamento de Estado. O caso citado sobre o caso da China foram o episódio da repressão às manifestações na província de Xinjiang e a ampliação do cerco a ativistas.

 

"O desempenho do governo chinês em matéria de direitos humanos seguiu pobre e piorou em algumas áreas. A detenção e o cerco a ativistas de direitos humanos aumentou, e os advogados e empresas que tomaram esses casos como sensíveis foram fechados ou repreendidos pelo governo", diz o texto.

 

A China também "aumentou a severa repressão cultural e religiosa às minorias étnicas" na região de Xinjiang, onde, em 2009, houve choques mortais entre a etnia local muçulmana uigur e a maioria chinesa han, destaca o documento.

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