Em viagem de campanha, Obama promete combate à violência armada

O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu na quarta-feira cooperar com líderes de todos os matizes políticos para "chegar a um consenso" sobre como reduzir a violência armada no país, questão que entrou na atual campanha eleitoral depois do massacre da semana passada no Estado do Colorado.

ALISTER BULL, Reuters

26 de julho de 2012 | 09h09

Encerrando uma viagem de vários dias que começou em Aurora, no Colorado, onde ele se reuniu com sobreviventes e familiares de vítimas do massacre do cinema, Obama disse a uma plateia majoritariamente afro-americana que tragédias como essas se repetem diariamente, em escala menor, nas cidades do país inteiro.

"A cada dia e meio o número de jovens que perdemos para a violência é mais ou menos o mesmo número de pessoas que perdemos naquele cinema", disse Obama à Liga Nacional Urbana, entidade que promove os direitos civis e a melhoria econômica dos afro-americanos.

"Vou continuar a trabalhar com membros de ambos os partidos e com grupos religiosos e com grupos cívicos para chegarmos a um consenso a respeito da redução da violência", afirmou o presidente, candidato à reeleição em novembro.

Mas Obama teve o cuidado de não fazer propostas que assustem os proprietários de armas e que inflamem seus adversários republicanos. O presidente fez questão de enfatizar seu apoio à Segunda Emenda da Constituição, que abrange o direito ao porte de arma.

"Reconhecemos as tradições de propriedade de armas que passaram de geração para geração, que a caça e o tiro são parte de um valorizado patrimônio nacional", disse Obama. "Mas também acredito que muitos proprietários de armas concordam que o lugar das AK-47s é nas mãos de soldados, não nas mãos de criminosos. Que o lugar delas é no campo de batalha da guerra, não nas ruas das nossas cidades."

Obama não fez propostas novas para o controle de armas, mas disse que a verificação do prontuário de compradores de armas ficou mais rigorosa desde sua posse.

O republicano Mitt Romney, virtual adversário de Obama nas eleições de 6 de novembro, disse nesta semana que leis adicionais não teriam impedido o massacre do Colorado. O pré-candidato defendeu medidas de controle de armas no passado.

Na madrugada de quinta para sexta-feira da semana passada, um ex-estudante de neurociência entrou armado e com blindagem corporal em um cinema de Aurora, onde atirou indiscriminadamente contra a plateia na estreia do filme "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge", deixando 12 mortos e 58 feridos.

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