Evelyn Hockstein/REUTERS
Evelyn Hockstein/REUTERS

Em Virgínia, estátua do general confederado Robert E. Lee é retirada

Monumento motivou protestos da supremacia branca há quatro anos

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2021 | 11h30

Uma estátua do general confederado Robert E. Lee foi retirada na cidade de Charlottesville, Virgínia, neste sábado,  10, quase quatro anos depois de protestos da supremacia branca.

Dezenas de espectadores alinharam-se nos quarteirões ao redor do parque, e uma ovação subiu quando a estátua se ergueu do pedestal. Havia uma presença policial visível, com ruas bloqueadas ao tráfego de veículos por cercas e caminhões pesados.

O prefeito de Charlottesville, Nikuyah Walker, fez um discurso na frente de repórteres e observadores enquanto o guindaste se aproximava do monumento. "Derrubar esta estátua é um passo mais perto do objetivo de ajudar

Charlottesville e América a lutarem contra o pecado de querer destruir os negros para obter ganhos econômicos”, disse Walker.  Também está prevista para sábado a remoção da estátua do general Thomas "Stonewall'' Jackson.

A derrubada acontece quase quatro anos depois que a violência do comício 'Unite the Right'' eclodiu, quando a protestante pacífica Heather Heyer morreu, atropelada por um simpatizante neonazista.  A situação desencadeou um debate nacional sobre a igualdade racial, ainda mais inflamado pela insistência do ex-presidente Donald Trump de que havia "culpa de ambos os lados".

A cidade anunciou seus planos para afastar os estátuas sexta-feira, 9. Um dia depois, apenas as estátuas, não seus pedestais de pedra, serão removidas. Eles serão armazenados em um local seguro até que a Câmara Municipal tome uma decisão final sobre o que deve ser feito com eles.

Enquanto as estátuas "permanecerem em nossos espaços públicos do centro da cidade, elas sinalizam que nossa comunidade tolerava a supremacia branca e a Causa Perdida pela qual esses generais lutaram", disse a coalizão chamada Take 'Em Down Cville.

O esforço de remoção mais recente focado no monumento de Lee começou em 2016, em parte graças a uma petição iniciada por uma estudante negra do ensino médio, Zyahna Bryant. Um processo foi rapidamente aberto, colocando os planos da cidade em espera, e os defensores da supremacia branca aproveitaram a questão. "Isso está muito atrasado", disse Bryant, que agora é estudante na Universidade da Virgínia. "Nenhuma plataforma para a supremacia branca. Nenhuma plataforma para o racismo. Nenhuma plataforma para o ódio.''/ AP

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