Emails revelados de Sarah Palin não trazem grandes revelações

Mais de 24 mil páginas de emails da ex-governadora do Alasca Sarah Palin mostram envolvimento dela com questões públicas corriqueiras, um desentendimento com a mídia e lidando com sua repentina ascensão nacional nos EUA, mas não parecem conter nenhum material prejudicial à sua imagem.

YERETH ROSEN, REUTERS

11 de junho de 2011 | 17h04

O Alasca divulgou a correspondência na sexta-feira, dois anos e meio depois de organizações da mídia terem feito uma requisição nesse sentido, com base numa nova legislação sobre a abertura de documentos públicos.

A solicitação inicial de acesso à correspondência de Palin -- da qual boa parte está em contas particulares de e-mail no Yahoo -- foi feita em 2008, logo depois que o então candidato presidencial republicano John McCain a escolheu para vice-presidente em sua chapa na disputa pela Casa Branca.

Palin era então alvo de uma investigação legislativa de seu período de governo no Alasca, sobre abuso de poder com o objetivo de se vingar de um ex-integrante de uma organização estatal que fora casado com sua irmã.

Os emails, alguns bastante editados para remoção de informações particulares ou privilegiadas, datam dos dois primeiros anos do governo de Palin, de dezembro de 2006 a setembro de 2008.

Cerca de 2.400 páginas não foram divulgadas porque promotores consideraram que elas contêm informação privilegiada. A solicitação de órgãos da mídia para terem acesso aos emails do período da renúncia de Palin, em julho de 2009, ainda não foi atendida.

Os jornais The New York Times e The Washington Post, bem como a emissora de TV a cabo MSNBC trabalharam de sexta-feira para sábado para selecionar os emails e colocá-los online.

Alguns destaques entre as mensagens incluem:

- Assessores pretendiam enviar emails a um jornal do Alasca se queixando de tratamento dado a ela por um blogueiro do jornal.

- Palin perguntando a assessores, em maio de 2007, se havia tempo em sua agenda para participar de um evento do pastor John Hagee, um evangélico do Texas cujos comentários polêmicos sobre o Holocausto levaram McCain a repudiar seu apoio, em maio de 2008.

- Um pedido para que assessores marcassem um encontro com a equipe de McCain, vários meses antes dele a ter escolhido para vice.

Os seis conjuntos de documentos incluem emails da conta oficial de Palin e outras duas particulares no Yahoo -- principalmente gov.sarah@yahoo.com -- que ela usava para realizar negócios de Estado, prática que, segundo os críticos, contorna a lei do Alasca sobre abertura de arquivos.

Palin não disse se pretende disputar a candidatura republicana à Presidência dos EUA m 2012.

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