Embaixada dos EUA teme ataque a seus cidadãos no Líbano

Washington teme que envio de navios de guerra para a região provoque retaliações de grupos pró-Síria

REUTERS

06 de março de 2008 | 10h20

A embaixada dos EUA no Líbano pediu aos seus cidadãos presentes na cidade que sejam discretos diante da ameaça de ataques de "grupos extremistas". "Há uma preocupação geral de que grupos extremistas podem estar planejando ataques contra cidadãos e interesses dos EUA no Líbano", disse a embaixada em nota divulgada no seu site e transmitida a cidadãos norte-americanos.   Os Estados Unidos apóiam o governo anti-sírio do Líbano, que há 16 meses vive uma disputa de poder com o grupo de oposição Hezbollah, facção que tem o apoio de Síria e Irã e é considerada terrorista por Washington. A tensão aumentou desde que na semana passada os EUA deslocaram três navios militares para a costa libanesa, enviando um recado à Síria para que não interfira em seu vizinho. "A embaixada dos EUA pede aos cidadãos dos EUA que vivam, trabalham ou estejam viajando no Líbano que exerçam práticas de segurança responsáveis", disse a nota, acrescentando que os norte-americanos devem "evitar comportamentos previsíveis ou habituais". Tanto o Hezbollah quanto a Síria criticaram o envio de navios, afirmando que isso ameaça a estabilidade regional e prolonga a crise libanesa. A crise política, pontuada por assassinatos, explosões e violência sectária, praticamente paralisou o governo e deixou o país sem presidente desde novembro. Em janeiro, uma bomba danificou um carro diplomático dos EUA e matou três pessoas num bairro cristão da zona norte da capital. Após o incidente, a embaixada restringiu os movimentos de seus funcionários. A tensão aumentou devido ao assassinato, em fevereiro, de Imad Moughniyah, comandante militar do Hezbollah, em Damasco. O Hezbollah acusou Israel pelo assassinato, comemorado por Washington. Israel negou envolvimento. A Arábia Saudita, que também apóia o governo libanês, aconselhou neste mês que seus cidadãos deixem Líbano imediatamente por causa de ameaças. Muitos países também sugeriram que seus cidadãos evitem viagens ao Líbano que não sejam essenciais.

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