Enfermeira dos EUA questiona quarentena no Maine por temor do Ebola

Kaci Hickox, a enfermeira norte-americana que testou negativo para o Ebola depois de voltar da África Ocidental, disse nesta quarta-feira que irá questionar as restrições de seu Estado natal, o Maine, e que não planeja seguir as diretrizes que exigem que ela fique em quarentena até o dia 10 de novembro.

REUTERS

29 de outubro de 2014 | 12h27

“Se as restrições impostas a mim pelo Estado do Maine não forem suspensas até a manhã de quinta-feira, irei ao tribunal lutar pela minha liberdade”, declarou ela em uma entrevista ao programa “Today”, do canal de televisão NBC.

Em várias entrevistas à mídia, Hickox afirmou estar bem de saúde e não exibir nenhum sintoma do vírus que assinale o período no qual uma pessoa infectada pode transmitir a doença. Falando em sua casa de Fort Kent, no Maine, ela disse que vem monitorando e medindo a temperatura duas vezes por dia.

Mas ela criticou veementemente as diretrizes estaduais que exigem que ela permaneça isolada em casa por 21 dias – tempo máximo de incubação do vírus –, declarando estar “abismada” com as restrições, que considera inconstitucionais e não serem baseadas na ciência.

“Não pretendo me ater às diretrizes”, disse ela à NBC.

Os advogados de Hickox declararam aos canais ABC e NBC que as autoridades do Maine terão que ir aos tribunais para impor uma quarentena e que, se o Estado o fizer, sua cliente irá contestar a medida.

Hickox trabalhou com a organização Médicos Sem Fronteiras para ajudar a tratar pacientes com o vírus em Serra Leoa e questionou seu isolamento inicial em Nova Jersey.

“Eu me sinto absolutamente ótima”, declarou no programa “Good Morning America”, da ABC. “Estou totalmente livre dos sintomas.”

(Por Susan Heavey)

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