ENTREVISTA-Gingrich seguirá na disputa mesmo se for mal em Iowa

O pré-candidato republicano Newt Gingrich prometeu no domingo que continuará na corrida presidencial norte-americana mesmo que seja derrotado no caucus (eleição primária) de terça-feira em Iowa, onde as pesquisas apontam uma drástica redução nas suas intenções de voto.

JEFF MASON, REUTERS

02 de janeiro de 2012 | 11h06

Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Deputados, era o favorito em Iowa há poucas semanas, mas foi abatido por uma leva de anúncios agressivos, bancados principalmente por grupos que apoiam seu rival Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts.

Ele agora aparece na quarta colocação no Estado, que abre o processo de definição do candidato de oposição ao democrata Barack Obama, que tentará um segundo mandato na eleição de novembro.

Questionado pela Reuters sobre uma desistência caso fique em quarto lugar ou pior em Iowa, Gingrich respondeu: "Não".

Ele disse que, diante da campanha negativa que enfrenta, a sobrevivência já será uma vitória. "Acho que o fato de termos sobrevivido com 45 por cento de todos os anúncios no Estado sendo negativos a meu respeito já é uma vitória", disse Gingrich na entrevista, concedida a bordo do ônibus com o qual faz campanha.

"Acho que há uma maré na nossa direção no momento, e eu diria que vamos ter um resultado respeitável apesar de todo o esforço, particularmente de Romney, para nos tirar da corrida."

A campanha de Gingrich tem fama de ser desorganizada, mas o ex-deputado afirmou ter dinheiro suficiente para os dois próximos Estados em disputa: New Hampshire e Carolina do Sul.

"Quando chegarmos à Carolina do Sul, ficará muito clara a diferença entre um moderado de Massachusetts (Romney) que esconde seu histórico atrás de anúncios negativos, e um conservador que está falando de ideias positivas", disse Gingrich.

Ele disse ainda que Romney terá dificuldades para manter sua arrecadação, porque "os grande doadores neste país percebem o quando Mitt Romney não vai defendê-los, não vai protegê-los e não vai ajudá-los".

"É muito difícil para um moderado de Massachusetts se fingir de conservador, porque as pessoas não são estúpidas", afirmou. "É muito difícil gastar 3,5 milhões de dólares em anúncios negativos e fingir que eles não são seus, e não fazer com que as pessoas achem que você está sendo desonesto. E acho que isso tudo parece não ser sincero."

Minimizando os efeitos do eventual quarto lugar em Iowa, Gingrich buscou desviar as expectativas para New Hampshire, onde Romney lidera por ampla margem. "Se ele não conseguir ganhar em New Hampshire por uma enorme margem, então há algo de realmente errado sobre a sua posição."

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