Mike Segar/Reuters
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Equipes de resgate vasculham casas em busca de sobreviventes nos EUA

Postos estão sem combustível e milhões de pessoas continuam sem energia após passagem do Sandy

Reuters

01 de novembro de 2012 | 18h17

NOVA YORK - Equipes de resgate vasculharam ruas e casas inundadas nesta quinta-feira, 1, à procura de sobreviventes da tempestade Sandy na Costa Leste dos Estados Unidos, enquanto motoristas fizeram filas durante horas nos poucos postos com combustível e milhões de pessoas permaneciam sem energia em Nova York.

Várias cidades costeiras começaram o trabalho de recuperação depois da passagem de uma das maiores tempestades que já atingiram o país. Em Nova York o metrô voltou a funcionar parcialmente após quatro dias de interrupção. Parte de Manhattan seguia sem energia, e áreas próximas, como Staten Island, a costa de New Jersey e a cidade de Hoboken, continuavam paralisadas por causa da inundação e da ressaca.

Pelo menos 87 pessoas morreram por causa da supertempestade, que atingiu o país na segunda-feira à noite, depois de deixar vítimas e prejuízos no Caribe. As autoridades dizem que o número de mortes ainda pode subir após os trabalhos de busca em cidades litorâneas.

Em Staten Islands, onde algumas casas foram arrancadas das suas fundações, 17 corpos já foram localizados, incluindo os de dois meninos de 2 e 4 anos que foram arrastados dos braços da mãe pela enxurrada, segundo a polícia. Ao todo, 38 pessoas morreram em Nova York, segundo autoridades.

O custo financeiro também deve ser elevado. A empresa de modelagem de desastres Eqecat estima que o Sandy tenha causado até 20 bilhões de dólares de danos cobertos por seguros e de 50 bilhões de dólares em prejuízos econômicos, o dobro da sua estimativa anterior.

No limite máximo da estimativa, Sandy se tornaria a quarta catástrofe mais custosa na história dos Estados Unidos, segundo o Instituto de Informações dos Seguros. Ficaria atrás do furacão Katrina (2005), dos atentados de 11 de setembro de 2001 e do furacão Andrew (1992).

Em New Jersey, o número de mortos saltou de 6 para 12. Bairros litorâneos do Estado continuam completamente submersos, e a passarela da orla de Atlantic City, cidade famosa por seus cassinos, foi destruída.

Em Hoboken, cidade separada de Manhattan pelo rio Hudson, as águas finalmente recuaram, deixando para trás uma fétida bagunça de porões inundados e carros jogados nas calçadas. "A água estava subindo, era como um rio chegando", contou a pesquisadora fotográfica Benedicte Lenoble, moradora de Hoboken. "Agora está uma bagunça em todo lado. Não há energia. As lojas não estão abertas. Recuperação? Não sei."

Na vizinha Jersey City, a falta de semáforos torna o trânsito confuso. Lojas estão fechadas, e filas se formam em frente a farmácias. Muitos moradores jogam colchões e móveis ensopados nas calçadas. A cidade impôs um toque de recolher e proibiu a circulação de veículos entre 19h e 7h.

O cantor Bruce Springsteen, filho querido de New Jersey, vai comandar nesta sexta-feira um show beneficente para as vítimas da tempestade, pela rede NBC, na companhia de Jon Bon Jovi e Sting.

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