Escola nos EUA fecha após alerta de falso atirador

Aluna diz que teria visto jovem entrar armado no colégio; quatro tiroteios foram registrados em duas semanas

Associated Press,

20 de fevereiro de 2008 | 15h05

A polícia fechou uma escolha no Kentucky nesta quarta-feira, 20, após receber um chamado afirmando que alguém teria entrado armado na instituição em Louisville. A ameaça surgiu após a onde de tiroteios nos Estados Unidos, em que quatro tiroteios em escolas do país foram registrados nas últimas duas semanas.   Relembre o massacre de Virginia Tech  Relembre massacres nos EUA    Investigadores ainda tentam determinar o que o levou o homem de 27 anos a abrir fogo contra um auditório lotado e matar cinco pessoas. Segundo o relato de testemunhas, o jovem disparou mais de 50 vezes em poucos segundos. Dias antes, uma mulher matou a tiros duas outras estudantes antes de cometer suicídio no Colégio Técnico da Louisiana, na cidade de Baton Rouge. Em Memphis, Tennessee, um adolescente de 17 anos foi acusado de atirar e ferir gravemente um estudante na segunda-feira. Na terça-feira um estudante de 15 anos foi baleado em um colégio da Califórnia.   No incidente desta quarta, uma estudante afirmou que teria visto um jovem com uma arma conversando com outros dois na cafeteria do colégio, de acordo com a porta-voz da escola Lauren Roberts, que disse ainda que a menina não reconheceu o suspeito. Segundo o porta-voz Phil Russell, o local foi revistado sala a sala, todas as pessoas que seriam potenciais testemunhas foram entrevistadas, mas nenhuma arma foi encontrada.   Helicópteros realizaram buscas na região da escola, que tem mais de 1.200 alunos, e televisões mostraram oficiais com cães vasculhando o estacionamento da instituição. Centenas de pais cercaram o local, alguns afirmando que teriam recebido mensagens de seus filhos pelo celular afirmando que estavam trancados nas salas com as luzes apagadas. Uma escola primária na região também foi fechada.   Tiroteios em escolas se tornaram relativamente comuns em escolas americanas, especialmente após o massacre de Columbine, no qual dois estudantes mataram 13 colegas e depois se suicidaram, em 1999. Em abril do ano passado, um aluno de origem sul-coreana matou 32 pessoas na Universidade Virginia Tech, antes de cometer suicídio. O lobby da indústria de armas é bastante influente no país e o controle sobre a posse de armas é leve, se comparado a outros países.

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