Espanha estudará 'caso por caso' aos presos de Guantánamo

Ministro afirmou que não há número mínimo nem máximo dos que podem ser acolhidos pelo país

Reuters e Dow Jones,

25 de fevereiro de 2009 | 15h25

O governo espanhol está disposto a ajudar a acolher presos de Guantánamo, mas o ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Miguel Angel Moratinos, afirmou nesta quarta-feira, 25, que estudarão "caso por caso".   Veja também:  EUA se negam a libertar último britânico preso em Guantánamo  Hillary pede que Espanha receba presos de Guantánamo    Moratinos teve na terça-feira, 24, em Washington, seu primeiro encontro com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, a quem fez chegar a petição formal pela primeira vez, disse.   "Não há um número nem máximo nem mínimo de presos que poderiam ser acolhidos pela Espanha, teríamos de avaliar caso por caso a circunstância", disse Moratinos. Ele acrescentou que "a Espanha tomará uma decisão dentro do espírito de solidariedade e compreensão."   "Não temos dados formais, nenhum dossiê específico, (...) a primeira vez que a administração norte-americana fez uma proposta formal de colaboração foi esta manhã em Washington por parte da secretária de Estado, Hillary Clinton", acrescentou.   Moratinos disse não ter informação sobre dados de uma organização não governamental britânica, Reprieve, que disse que entre seis e oito presos da Argélia e da Tunísia queriam ir para a Espanha.   Obama assinou em 22 de janeiro um decreto que ordena o fechamento do centro de detenção, que ainda abriga 245 prisioneiros, em até um ano. A política de tratamento dos presos em Guantánamo é duramente criticada por organizações de direitos humanos e muitos detidos afirmam terem sido torturados durante a permanência no centro. Um relatório divulgado pelo Departamento de Defesa recomendou o "relaxamento" de algumas regras da prisão - como o regime de isolamento dos presos - para que haja um maior "contato humano" entre os detentos.   De acordo com o documento, o centro de detenção está de acordo com "todos os padrões" de tratamento humano, mas é "recomendável" que haja mais oportunidades de recreação e estímulo intelectual.

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