Estado de Ohio executa réu com método que não foi testado

Ohio matou nesta terça-feira um condenado com uma injeção química letal que nunca havia sido usada para esse fim nos Estados Unidos.

JIM LECKRONE, REUTERS

08 de dezembro de 2009 | 19h32

Kennethh Biros, 51 anos, condenado pelo homicídio de uma mulher ocorrido em 1991, foi declarado morto nove minutos depois de receber a injeção do anestésico tiopental sódico em uma prisão da localidade de Lucasville, no sul do Estado, segundo a porta-voz carcerária Julie Walburn.

De acordo com ela, a execução transcorreu sem problemas, embora os executores tenham feito nove tentativas antes de encontrar uma veia na qual injetar a droga, conhecida também como pentotal de sódio.

"Desculpem, do fundo do meu coração", disse Biros antes da execução. Testemunhas dizem que ele piscou algumas vezes e, em seguida, já parecia morto.

O novo método, em dose única, substitui um coquetel de três drogas que é muito usado em execuções nos EUA --e que começa com o próprio pentotal de sódio. Um processo judicial que corre atualmente tenta barrar o coquetel sob a alegação de que ele causa dor.

O novo método de Ohio é semelhante ao que é empregado na eutanásia de animais. O advogado do réu criticou a "experimentação" feita com seu cliente, mas a Justiça rejeitou os recursos contra a prática.

(Reportagem de Andrew Stern)

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