Estados Unidos e Venezuela dialogam em Nova York

Ministro de Relações Exteriores ataca política internacional americana em discurso na Assembléia da ONU

Agências internacionais,

02 de outubro de 2007 | 15h33

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, conversou sobre formas de melhorar as relações com os Estados Unidos com o subsecretário de Estado Thomas Shannon, em sua primeira reunião com um alto funcionário do governo do presidente americano, George W. Bush. Durante o encontro, o representante dos EUA concordou em visitar a Venezuela. Nesta terça-feira, o ministro de Relações Exteriores venezuelano criticou a política "hipócrita" dos EUA em convocar uma guerra contra o terrorismo e ao mesmo tempo proteger "um dos terroristas mais perigosos", como Luis Posada Carriles, cuja extradição Caracas voltou a pedir a Washington. Durante o discurso, ele ainda acusou os EUA de satanizar ao Irã por causa da "loucura bélica" do governo americano. O encontro, realizado na noite de segunda-feira na missão venezuelana na ONU, foi "muito cordial", afirmou a missão num comunicado. "O subsecretário Shannon demonstrou interesse em visitar a Venezuela em data a ser acertada pelos dois governos". Também foram discutidos os esforços empenhados pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, para conseguir a liberdade de seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Os diplomatas da Venezuela e dos Estados Unidos analisaram em profundidade o estado das relações bilaterais e revisaram temas da atualidade internacional, como o trabalho de mediação do presidente Hugo Chávez Frias por um acordo humanitário entre o governo da Colômbia e as Farc", acrescenta o comunicado. Entre os reféns mantidos pelas Farc estão três americanos. As relações entre Caracas e Washington têm sido tensas. A administração Bush acusa o governo Chávez de ser um fator de desestabilização na América Latina; enquanto Chávez denuncia o "imperialismo" de Washington.  A reunião entre Maduro e Shannon representa um raro encontro entre altos funcionários dos dois países, que nos últimos anos mantiveram tensas relações, apesar de os Estados Unidos serem um dos principais compradores do petróleo venezuelano.

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