Estados Unidos irão libertar 30 presos de Guantánamo

Cerca de 240 homens continuam na detenção, que Barack Obama prometeu fechar até o fim do ano

Associated Press,

29 de abril de 2009 | 17h02

Cerca de 30 presos da detenção americana de Guantánamo estão prontos para serem libertados, anunciou o procurador-geral dos Estados Unidos, nesta quarta-feira, 29, enquanto Washington tenta pressionar os aliados europeus a aceitá-los. Eric Holder também disse que a administração Obama poderá cooperar com a investigação do governo espanhol sobre o tratamento de detentos durante a administração Bush.

 

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Nesta semana, o secretário de Justiça americano visita líderes europeus para tentar cumprir a promessa do presidente americano de fechar a detenção, localizada em Cuba, até o fim do ano. O destino dos cerca de 240 presos continua incerto. Nesta quarta, Holder disse que enquanto os EUA criaram a prisão, o fechamento é de responsabilidade não somente de Washington, mas também de seus aliados.

 

"Erros foram cometidos" na elaboração da guerra ao terrorismo depois dos atentados de 11 de Setembro, admitiu o procurador-geral. Mas ele destacou que agora o problema será "melhor resolvido com uma resposta unificada". Ele argumentou que o fechamento de Guantánamo é bom para todas as nações, porque o ódio contra a prisão gerou um sentimento global usado para recrutar terroristas.

 

Vários países europeus, como Portugal e Lituânia, estão considerando receber alguns presos. Outros, como Alemanha, estão divididos sobre a questão. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, fez um gesto simbólico para ajudar os EUA, anunciando que seu país receberá um detento. Cerca de 40 presos não podem voltar para seus países de origem por ameaças de maus-tratos.

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