Estudante de Yale morreu por asfixia traumática, diz médico

Após exames de DNA, autoridades concluíram que técnico de laboratório não teve ligação com o crime

Efe e Associated Press,

16 de setembro de 2009 | 12h59

Um médico legista do Estado de Connecticut afirmou que a estudante de graduação da Universidade Yale encontrada morta em um laboratório foi vítima de asfixia traumática. O escritório do doutor Wayne Carver divulgou um breve comunicado sobre a autópsia, nesta quarta-feira, 16, três dias após a morte de Annie Le, de 24 anos.

 

A polícia libertou o técnico do laboratório Raymond Clark III, principal suspeito do assassinato da estudante que iria se casar no último domingo. Joe Avery, porta-voz da polícia, disse que os exames feitos com amostras de DNA de Raymond Clark e da vítima demonstraram que o técnico, a princípio, não teve nenhuma ligação com o crime. No entanto, as autoridades ainda consideram Clark uma "pessoa de interesse" para o caso.

 

O técnico, que tinha arranhões no corpo, foi solto nesta madrugada, depois de ter sido detido na noite de terça-feira em seu apartamento. Até agora, porém, ninguém foi detido no caso.

 

Annie Marie Le, de 24 anos e origem asiática, sumiu na terça-feira da semana passada. O corpo da estudante foi achado no domingo, atrás de uma parede, em meio a tubulações e cabos do porão de um laboratório de biologia molecular da universidade. No mesmo dia, ela se casaria com Jonathan Widawsky, um estudante de pós-graduação da Universidade de Columbia.

 

A polícia de Connecticut já ouviu mais de 100 pessoas que tiveram acesso ao prédio em que o corpo da jovem foi encontrado, mas até agora ninguém foi acusado. As autoridades acham que o autor do assassinato teve algum motivo para cometer o crime e que, portanto, a morte da jovem não foi casual.

 

Texto atualizado às 14h50.

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